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BTG (BPAC11): Burger King Brasil (BKBR3) tem dados fracos no 2TRI21

BTG (BPAC11): Burger King Brasil (BKBR3) tem dados fracos no 2TRI21

O Burger King Brasil (BKBR3) reportou dados fracos conforme o esperado no 2TRI21, diz o BTG Pactual (BPAC11) em relatório.

Apesar disso, os números mostram melhora, com SSS (vendas de mesmas lojas) crescendo 6,9% a/a excluindo as lojas com mais de 7 dias fechadas.

As vendas de delivery, totem e aplicativos foram mais uma vez um destaque positivo, crescendo 75% a/a para R$ 187 milhões, representando 33% das vendas totais (vs. 37% no 2T20) mesmo com a recuperação do consumo nas lojas.

A empresa mencionou que as vendas em abril foram significativamente impactadas por quase 40% de sua base de lojas fechadas devido às restrições da pandemia, com recuperação gradual nos meses seguintes (e superando 90% dos níveis pré-pandemia em julho, ajudado pelo desempenho de lojas independentes).

Assim, a receita líquida atingiu R$ 568 milhões (alta de 94% vs. 2T20 e queda de 16% vs. 2T19, 5,5% abaixo da projeção do BTG).

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Já o BKBR encerrou o 1T21 com 919 lojas, sendo 10 inauguradas e fechando 2 no trimestre (franquias).

Melhores sinais após pico de desalavancagem operacional

A margem bruta do Burger King Brasil (BKBR3)  foi de 60,3% no 2T21, aumentando 580bps a/a, mas 300bps abaixo do 2T19 (90bps acima da estimativa), impactada pelos maiores preços de commodities no período, principalmente de proteínas, que foram parcialmente compensados por ajustes de preço na plataforma.

As despesas de vendas, gerais e administrativas atingiram R$ 429 milhões (alta de 27% a/a e +5% vs. 2T19), levando a EBITDA ajustado (excluindo despesas de pré-abertura, plano de opção de ações e outras despesas) de R$ 11 milhões (a estimativa era de -R$ 17 milhões), vs. -R$ 92 milhões no 2T20, com margem EBITDA ajustado de 1,9% (vs. -5,7% no 2T20 e 14,1% no 2T19), ainda impactado pelo fechamento de lojas devido à pandemia e crescimento nas vendas via Delivery.

O resultado final do Burger King Brasil (BKBR3) foi de -R$ 97 milhões (contra -R$ 188 milhões no 2T20 e nossa projeção de -R$ 130 milhões).

Perspectivas difíceis de curto prazo para varejistas de restaurantes

Embora o BTG veja uma perspectiva difícil de curto prazo para o segmento de restaurantes no Brasil, refletindo a suave recuperação da pandemia, o setor é um dos principais beneficiários da reabertura econômica, que deve ser mais forte para players bem capitalizados em um segmento ainda fragmentado no Brasil.

O histórico comprovado de expansão do Burger King Brasil (BKBR3) e o forte balanço patrimonial devem permitir que a empresa continue ganhando participação de mercado, o que, juntamente com um CAGR de lucro líquido de 23% (ainda sem incluir a Domino’s) até 2025, sustenta a classificação de compra. Preço-alvo de R$ 13.