Assista a Money Week
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
BTG (BPAC11) tem viés positivo para Braskem (BRKM5) e eleva preço-alvo

BTG (BPAC11) tem viés positivo para Braskem (BRKM5) e eleva preço-alvo

Os analistas do BTG Pactual (BPAC11) divulgaram em relatório uma análise sobre a Braskem (BRKM5) após reunião com Pedro Freitas (CFO da empresa) e Rosana Avolio (Diretora RI).

O BTG elencou o que considera os principais pilares do case: (i) alta nos spreads petroquímicos, (ii) expectativas de geração contínua de FCF forte e sua distribuição aos acionistas, e (iii) menor percepção de risco nas questões de Alagoas e México.

Tudo isso faz de Braskem uma combinação atraente de riscos de alta para revisões de ganhos, e potencial de reclassificação múltipla.

Assim, o BTG atualizou o preço-teto de Braskem para R$ 71, oferecendo um upside de 35%.

Desalavancagem completa; hora de otimizar a estrutura de capital

Há pouco mais de um ano, a alavancagem da Braskem atingiu uma alta histórica de 7x LTM EBITDA.

Publicidade
Publicidade

No final do segundo trimestre, a empresa divulgou um índice ND/EBITDA de 1x, destacando um ano marcante para a empresa, fruto de um ciclo petroquímico super positivo, com a desvalorizado do real e normalização da demanda para a maioria de seus produtos.

“Com a alavancagem agora abaixo do que a administração percebe como ganhos ótimos (2,5x) e melhores visibilidade, Pedro Freitas reiterou que é hora da Braskem começar a se concentrar melhorar em sua estrutura de capital para maximizar o retorno aos acionistas, sinalizando que a alavancagem atual em breve poderá gerar ineficiências fiscais”, afirmam os analistas do BTG.

Sem grandes investimentos esperados de curto a médio prazo, o CFO reiterou que antecipar dividendos para o 2021 pode em breve estar no horizonte, fato que será bem-vindo pelos investidores após dois anos de perdas líquidas que impediram a distribuição de caixa.

Na opinião do CFO, uma posição de dívida líquida de US$ 5-6 bilhões oferece conforto suficiente para o que a administração percebe como spreads de petchem muito baixos.

Com base na dívida atual de US$ 4,5 bilhões e geração de FCF estimada nos próximos 6 meses da Braskem, o potencial de pagamento de dividendos é de US$ 1,5-2 bilhões, ou um rendimento de 18%, que o mercado tem negligenciado, na opinião do BTG.

Expectativas de normalização no médio prazo continuam, em linha com o que o BTG acredita que o mercado tem valorizado. No entanto, o ritmo deve ser muito mais gradual do que o inicialmente previsto, principalmente devido aos spreads (à base de nafta e etano), e os principais produtos químicos no Brasil, que deve continuar a se beneficiar das tendências de consumo resiliente.

“Na verdade, os principais spreads químicos oferecem uma boa fonte de risco de alta para as operações brasileiras, e não ficaríamos surpresos se eles permanecessem persistentemente acima da marca de US $ 550/t no 2S21, + 50% acima da média de 5 anos”, diz o BTG.

É hora de precificar um portfólio mais diversificado

Nos últimos 5 a 6 anos, os fundamentos do caso de investimento da Braskem, segundo o BTG, foram obscurecidos por riscos específicos que vão desde alegações de corrupção envolvendo seus principais acionistas às questões geológicas em Alagoas e ao acordo de fornecimento de etano no México.

A gestão também transmitiu sua confiança de que as disposições adicionais, embora sempre possíveis, são muito menos prováveis, amparadas por acordos com autoridades judiciárias no início do ano.

“Nossa sensação é que isso deve contribuir para uma reclassificação gradual das ações da Braskem em níveis mais alinhados com seus pares”, diz o BTG.

Braskem: mais do que apenas uma aposta na sua venda potencial

A venda da Braskem por seus principais acionistas é um assunto recorrente, e a conversa do BTG com os representantes da empresa não foi exceção.

O CFO da Braskem vê três resultados possíveis (e não exclusivos): venda da participação de controle da Novonor (acionando direitos de tag along), a venda da participação da PBR via um processo separado (possível follow-on), e a venda de ativos da Braskem separadamente, dos quais nenhum deles pode ser descartado.

Este último exigiria o envolvimento da Braskem no processo, e a busca da criação de valor para todos os acionistas permaneceria como responsabilidade da administração.

A primeira opção seria uma maneira mais rápida para os investidores capturarem o potencial de direitos de tag-along, enquanto o segundo poderia contribuir para uma potencial saliência, mas a aposta em Braskem agora é mais do que isso, diz o BTG.

No EBITDA de 3,0x 2022, a empresa não está apenas negociando abaixo de seus pares em 56%, mas também sua média de 10 anos de 5,2x.

Com tudo isso, o BTG reiterou a classificação de compra para Braskem, que oferece “uma rara combinação de revisões de ganhos positivos, potencial de reclassificação e dividendos atraentes para o semestre”.