O presidente Jair Bolsonaro escolheu o general Walter Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil, para chefiar o recém-criado gabinete de crise contra o coronavírus.
De acordo com a CNN Brasil, Braga Netto terá direito a um voto de desempate nas deliberações do grupo e poderá designar quais ministros, integrantes dos poderes Legislativo e Judiciário, autoridades públicas e especialistas serão ouvidos na tomada de decisões.
O segundo nome na cadeia de comando do comitê será Heitor Freire de Abreu, subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil.
O gabinete de crise contra o coronavírus terá representantes de outros ministérios e setores do governo: Justiça e Segurança Pública; Defesa; Relações Exteriores; Economia; Cidadania; Mulher, Família e Direitos Humanos; Secretaria-Geral da Presidência; Secretaria de Governo; Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Advocacia-Geral da União (AGU), Controladoria-Geral da União (CGU) e do Banco Central.
A Anvisa, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES ficarão com as vagas restantes que formarão o comitê.
Críticas a Bolsonaro
A criação do comitê de gerenciamento de crise vem em um momento no qual o presidente Jair Bolsonaro tem sido alvo de duras críticas pela forma como tem encarado o coronavírus.
O presidente da República foi acusado pelo governador de São Paulo, João Doria, em entrevista à CNN, de dar “péssimo exemplo”ao País por ter participado de manifestações populares e cumprimentado seus apoiadores.
Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, também cobraram responsabilidade de Bolsonaro e o acusaram de “fazer pouco caso” da crise.
O presidente se defendeu das críticas e, em entrevista à Rádio Bandeirantes, chegou a dizer que “se foi contaminado, era problema dele”.
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