A bolsa de valores brasileira fechou em queda de 0,33% no último pregão do ano, ficando em 119.017,24 pontos. No início do pregão, o Ibovespa chegou a passar os 120 mil pontos.
No mês, a alta acumulada é de 9,30%. No ano, o índice acumulou alta de 2,92%.
Em Nova York as bolsas fecharam em alta, refletindo otimismo com vacinas contra a Covid-19. As europeias realizaram lucros e fecharam em baixa.
O movimento de alta foi impulsionado pelo otimismo com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no mundo, mas após Mitch McConnell dizer que não colocará em votação o projeto para aumentar cheque para US$ 2 mil nos EUA, a bolsa reduziu os ganhos.
Histórico
Apesar da crise econômica e sanitária vivenciada em 2020, o principal índice da Bolsa brasileira encerrou o ano com alta.
As ações negociadas em Bolsa sentiram o impacto derivado da pandemia ainda no primeiro trimestre, com medidas de lockdown minando empresas e economias e afastando as cotações dos recordes de janeiro.
No pior momento do ano, em março, o Ibovespa se aproximou dos 60 mil pontos, um recuo de quase 50% frente às máximas históricas registradas até então em janeiro, quando encostou nos 120 mil pontos, nível nunca antes superado.
Mesmo diante das incertezas, muitos enxergaram na queda uma oportunidade de buscar melhores retornos de seus investimentos, como referenda o crescimento exponencial da participação de pessoas físicas, dado o ambiente de juros muito baixos.
Em boa parte do ano, a fraqueza da atividade econômica e o quadro inflacionário tranquilo respaldaram as apostas de manutenção da Selic em mínimas históricas, estimulando a busca por melhores retornos.
Foi o fluxo local que garantiu as altas acumuladas em abril, maio, junho e julho do Ibovespa, mesmo com forte saída de capital externo da B3, em meio aos receios relacionados à covid-19 e eleição nos EUA.
Após algum ajuste nos meses seguintes, o Ibovespa retomou a tendência de alta, embalado pelo capital estrangeiro, em meio à elevada liquidez global oriunda de estímulos monetários e fiscais no mundo.
Esse movimento encontrou respaldo no desfecho da eleição norte-americana com a vitória de Joe Biden e no noticiário promissor sobre vacinas contra a Covid-19, com as primeiras aplicações em vários países ocorrendo antes de 2021.
Além disso, o ano foi positivo para as empresas que decidiram se capitalizar por meio de oferta de ações, foram quase 50 operações entre ofertas iniciais de ações e subsequentes.
O Ibovespa conseguiu acumular uma alta de mais de 90% desde as mínimas de março e reverter o declínio do ano, recompensando quem decidiu assumir riscos.
Bolsa em Nova York e cenário mundial
Reguladores do Reino Unido aprovaram para uso emergencial a vacina que vem sendo desenvolvida em parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca.
O Tesouro dos EUA começa a enviar o auxílio de US$ 600 aos americanos para amenizar o impacto da pandemia, enquanto a ajuda de US$ 2.000 que passou pela Câmara continuava sendo discutida pelo Senado.
Mitch McConnell afirmou que não colocará em votação o projeto para aumentar cheque para US$ 2 mil aos norte-americanos.
Índices EUA
- S&P 500: +0,13%
- Nasdaq: +0,15%
- Dow Jones: +0,24%
Índices Ásia
- Nikkei, Japão: -0,45%
- Xangai, China: +1,05%
- HSI, Hong Kong: +2,18%
- Kospi, Coreia: +1,88%
Brasil: ambiente político e econômico
Por aqui, segue no radar a vacinação, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse na ontem (29) que o governo somente assinará com a Pfizer após aprovação regulatória, ampliando o impasse com a farmacêutica para a compra do imunizante.
Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou hoje (30) que foi informada por representantes da AstraZeneca que o pedido para uso emergencial da vacina da farmacêutica será feito pela Fiocruz, instituto nacional parceiro do laboratório britânico no desenvolvimento da vacina.
Durante a tarde, uma decisão de Ricardo Lewandowski, do STF, assustou os mercados, recebida inicialmente como a prorrogação do estado de calamidade pública.
Lewandowski somente prorrogou estendeu a vigência de trechos de leis relacionados a medidas sanitárias. O auxílio emergencial e gastos extraordinários fora do teto se encerram definitivamente amanhã.
Ontem, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em outubro ficou em 14,3% — abaixo da mediana, que previa 14,7%. A população desocupada cresceu 1,7 milhão em um ano, conforme dados do IBGE/Pnad.
Já a população ocupada no trimestre até outubro totalizava 84,3 milhões. O resultado subiu 2,3 milhões no trimestre, mas no ano recua 9,8 milhões.
Bolsa: ações
Mais negociadas
- IRB (IRBR3): R$ 8,18 (-0,37%)
- Petrobras (PETR4): R$ 28,44 (+0,57%)
- Cielo (CIEL3): R$ 3,97 (+5,03%)
- Via Varejo (VVAR3): R$ 16,24 (-2,05%)
- Cogna (COGN3): R$ 4,66 (-0,85%)
Maiores altas
- Cielo (CIEL3): R$ 3,97 (+5,03%)
- Azul (AZUL4): R$ 39,45 (+4,73%)
- Petrorio: R$ 69,90 (+3,05%)
- Klabin (KLBN11): R$ 26,34 (+2,97%)
- Localiza (RENT3): R$ 68,78 (+2,61%)
Maiores baixas
- Usiminas (USIM5): R$ 14,61 (-3,05%)
- Notre Dame (GNID3): R$ 77,80 (-2,71%)
- Santander (SANB11): R$ 45,13 (-2,34%)
- Hering (HGTX3): R$ 17,21 (-1,82%)
- Via Varejo (VVAR3): R$ 16,24 (-2,05%)
Petróleo
- Brent (para fevereiro): US$ 51,09 (+0,45%)
- WTI (para fevereiro): US$ 48,00 (+0,80%)
Com Wisir Research
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