A bolsa de valores subiu nesta terça-feira (21): alta de 1,29%, indo a 110.249,73 pontos. O Ibovespa recuperou os 110 mil pontos com solução à vista para precatórios e melhoras das perspectivas quanto à quebra da Evergrande.
No Brasil, o otimismo veio com pelo acordo costurado entre Lira, Pacheco e Guedes para uma solução dos precatórios e do novo Bolsa Família dentro do teto de gastos.
No exterior, a mudança veio pela percepção dos investidores em relação à crise da gigante chinesa Evergrande. Os mercados estão apostando que o governo chinês acabará interferindo no caso para evitar impactos maiores.
Além disso, fundos administrados pela BlackRock e pelo HSBC aumentaram suas participações em títulos da Evergrande, informa o Financial Times. O movimento indicaria a disposição de alguns dos maiores investidores em títulos offshore da Evergrande de continuar aumentando suas participações, mesmo com a queda dos preços nos estágios iniciais de uma crise de liquidez.
O Ibovespa apresentou na mínima 108.859 pontos; e na máxima, 110.923 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 33,3 bilhões.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (20): -2,3% (108.843,74 pontos)
- terça-feira (21): +1,29% (110.249,73 pontos)
Dólar
O dólar fechou em baixa de 0,84%, a R$ 5,2863, nesta terça-feira (21), ajustando-se ao encaminhamento dos precatórios.
O mercado ficou otimista com possível acordo para os precatórios. Em depoimentos pós-reunião dos presidentes da Câmara e do Senado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi dito que os precatórios serão quitados com respeito ao teto de gastos. E que a PEC que discute o tema será levada hoje à Comissão Especial da Câmara dos Deputados
- segunda-feira (20): +0,93% a R$ 5,3312
- terça-feira (21): -0,84% a R$ 5,2863
- semana: +0,09%
Criptomoedas*
- Bitcoin: -7,04 a US$ 40.586,22
- Ethereum: -10% a US$ 2.743,29
*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)
Bolsa em Nova York e cenário mundial
Os mercados dos EUA buscaram, mas em vão, recuperação após as quedas motivadas pelas preocupações de quebra da empresa chinesa Evergrande, do setor imobiliário, com repercussões em outros setores da economia. E fecharam mais um dia em queda.
Também nos EUA teve início a reunião que define a política monetária. Mas, por lá, diferentemente do Brasil, o que pede atenção não é a alteração da taxa de juros, e sim os sinais de início da retirada dos US$ 120 bilhões mensais de estímulos injetados na economia. A expectativa é que o chamado tapering comece ainda este ano.
Em indicadores, as novas construções de moradias nos EUA subiram 3,9% em agosto ante julho, acima do consenso de 1%.
Mercados de Nova York
- Dow Jones: -0,14%
- S&P: -0,08%
- Nasdaq: +0,22%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: +1,43%
- FTSE, Reino Unido: +1,12%
- CAC, França: +1,50%
- FTSE MIB, Itália: +1,22%
- Stoxx 600: +1%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: -2,17%
- Xangai, China: fechado por feriado
- HSI, Hong Kong: +0,51%
- ASX 200, Austrália: +0,35%
- Kospi, Coreia: fechado por feriado
Brasil: ambiente político e econômico
Por aqui, anima os investidores o possível acordo para os precatórios. Em depoimentos pós-reunião dos presidentes da Câmara e do Senado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi dito que os precatórios serão quitados com respeito ao teto de gastos.
O dia também foi marcado pelo início da reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária (Copom), que amanhã (22) apresenta sua decisão sobre a taxa básica de juros, Selic.
A aposta predominante no mercado é de alta de 1 ponto porcentual, como adiantado na ata do último encontro do Copom.
“O Copom está em uma ‘sinuca de bico’: se for muito dovish, as expectativas de inflação irão se deteriorar ainda mais e, caso seja muito hawkish, é o PIB de 2022 que ficará cada vez mais comprometido. A saída, portanto, é manter o pace do comunicado anterior e elevar a Selic em 1%, para 6,25% a.a”, afirmam os analistas do BTG Pactual digital.
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para cima a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano. A entidade elevou sua estimativa em 1,5 ponto percentual. E agora prevê um crescimento de 5,2%. Para o ano que vem, a projeção é de 2,3%.
Bolsa: ações
Das 84 ações negociadas na bolsa, 68 subiram, 1 ficou estável e outras 15 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
- Via (VIIA3): R$ 8,78(+11,28%)
- Petrobras (PETR4): R$ 25,21 (+2,27%)
- Mélliuz: R$ 7,60 (+13,60%)
- B3 (B3SA3): R$ 13,55 (-0,95%)
- Cogna (COGN3): R$ 2,99 (+4,18%)
Maiores altas
- Mélliuz: R$ 7,60 (+13,60%)
- Via (VIIA3): R$ 8,78(+11,28%)
- CVC (CVCB3): R$ 21,94 (+6,50%)
- SOMA (SOMA3): R$ 18,05 (+5,62%)
- Lojas Americanas (LAME4): R$ 5,52 (+4,94%)
Maiores baixas
- IRB (IRBR3): R$ 4,79 (-1,84%)
- Sulamerica (SULA11): R$ 27,03 (-1,74%)
- Raia Drogasil (RADL3): R$ 25,65 (-1,16%)
- Hypera (HYPE3): R$ 32,77 (-1,12%)
- B3 (B3SA3): R$ 13,55 (-0,95%)
Commodities
Petróleo
- Brent (novembro 2021): US$ 74,18 (+0,35%)
- WTI (outubro 2021): US$ 70,43 (+0,20%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.780,35 (+0,94%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: fechado por feriado
Com BDM e CNBC






