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Bolsa fecha com queda de 1,07%, em dia de dados econômicos ruins nos EUA

Bolsa fecha com queda de 1,07%, em dia de dados econômicos ruins nos EUA

Bolsa de valores fecha com queda de 1,07%, em dia de dados econômicos ruins nos EUA; o estrago poderia ser pior, com uma mínima de quase 3%

A bolsa de valores reforçou as perdas de ontem, com nova queda nesta terça-feira (17): menos 1,07%, ficando com 117.903,81 pontos. Com isso, o acumulado do ano passou a ser negativo em 0,94%.

Podia ter sido pior, mas durante a tarde, o Ibovespa foi diminuindo o estrago, com o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmando que a instituição fará “de tudo” para deixar a inflação dentro da meta: “o Banco Central perseguirá a meta de inflação e fará o que for preciso para isso”.

Em Nova York, os principais índices ficaram negativos.

Isso porque há uma espécie de “tempestade perfeita” se formando no horizonte próximo, com poder destrutivo imediato, ou pelo menos com força para abalar alguns ganhos. Nela, juntam-se o avanço dos novos casos de Covid-19, por conta da variante delta, no sudeste asiático, hoje o epicentro da pandemia global, em pontos na Europa e com força nos Estados Unidos; as tensões ainda fervilhantes no Afeganistão, com seu governo golpista extremista; e, principalmente, neste dia, os dados ruins do varejo nos EUA e as falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), que manifestou receio com a retomada da economia local, dizendo que a Covid-19 vai ficar entre nós por muito tempo.

Nem mesmo dados do Produto Interno Bruto (PIB) europeu, com alguma boa notícia, parece amenizar as preocupações dos agentes dos mercados mundiais.

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No Brasil, há a reforma do Imposto de Renda na pauta de votação do Congresso, sem acordos para facilitar sua aprovação.

Dessa forma, o Ibovespa apresentou na mínima 116.247,81 pontos (-2,46%); e na máxima, 119.178,77 pontos (-0,001%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 38,200 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (16): -1,66% (119.180,03 pontos)
  • terça-feira (17): -1,07% (117.903,81 pontos)
  • semana: -2,71%
  • agosto: -3,20%
  • 2021: -0,94%

Juros

  • D1F22: +0,05 p.p. para 6,68%
  • D1F23: +0,03 p.p. para 8,41%
  • D1F24: +0,06 p.p. para 9,21%
  • D1F25: +0,08 p.p. para 9,61%
  • D1F26: +0,10 p.p. para 9,84%
  • D1F27: +0,11 p.p. para 10,06%
  • D1F28: +0,06 p.p. para 10,17%
  • D1F29: +0,11 p.p. para 10,35%
  • D1F30: +0,07 p.p. para 10,44%
  • D1F31: +0,11 p.p. para 10,55%

Dólar

O dólar caiu nesta terça. A moeda norte-americana perdeu 0,20% e passou a valer R$ 5,2701.

  • segunda-feira (16): +0,68% a R$ 5,2807
  • terça-feira (17): -0,20% a R$ 5,2701
  • semana: +0,48%

Euro

  • segunda-feira (16): +0,13% a R$ 6,1941
  • terça-feira (17): -0,18% a R$ 6,1829
  • semana: -0,05%

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +0,41% a R$ 238.225,19
  • Ethereum: -0,15% a R$ 16.290,97
  • Tether: +1,84% a R$ 5,27
  • Cardano: -2,36% a R$ 10,51
  • Binance: +1,17% a R$ 2.177,80

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Os principais índices de ações dos EUA caíram, impactados com a performance ruim do varejo de julho e a intensificação das preocupações com a desaceleração do crescimento econômico global.

As vendas no varejo dos Estados Unidos recuaram 1,1% em julho na comparação com junho, pior que a projeção de queda de 0,3%. Na comparação anual, a alta é de 15,78%, ante 18,73% da leitura anterior.

Os dados revelam uma desaceleração no crescimento observado nos meses anteriores.

As vendas totais foram de US$ 617,7 bilhões, frente US$ 624,7 bilhões de junho. Os dados de junho foram revisados e a alta no mês foi de 0,7% (de 0,6% anunciados anteriormente).

As vendas o varejo excluindo automóveis caíram 0,4%.

Vale lembrar que as vendas no varejo representam quase 70% de toda atividade nos EUA e são interpretadas como indicador de saúde econômica geral. E a variante delta tem avançado preocupantemente.

“Quando olhamos para as expectativas de força do consumidor daqui para frente, parte da vantagem está sendo eliminada pelo aumento da variante delta”, disse à CNBC Yung-Yu Ma da BMO Wealth Management. “Esses desafios não vão desaparecer rapidamente”.

Dados econômicos decepcionantes da China ontem (16) intensificaram as preocupações sobre uma desaceleração no crescimento global. As ações do outro lado do mundo despencaram e contaminaram até as europeias, que viram o PIB da zona do euro atingir 2% no segundo trimestre deste ano. Na Europa, como um todo, o crescimento atingiu 0,9%.

Os dados foram divulgados pelo Eurostat hoje. Os dados ficaram em linha com o esperado pelo mercado. Relatório do BTG Pactual, divulgado na véspera, já apontava para um PIB em 2% na zona do euro.

Com relação ao segundo trimestre do ano passado, o crescimento do PIB foi de 13,6% na zona do euro e de 13,2% na Europa como um todo. A projeção era por alta de 13,7%.

O BTG apontou que entre os fatores que apontariam esse crescimento, seriam o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a retirada das medidas de isolamento na maioria dos países do bloco.

Há ainda o problema sério do Talibã. O grupo extremista deu um golpe de estado no Afeganistão exatamente no momento em que as tropas norte-americanas estavam encerrado sua retirada do país, onde ficaram por vinte anos, desde a Guerra ao Terror deflagrada com o 11 de Setembro.

Teme-se que se repita o que viu na Síria desde 2011, com a guerra civil: um fluxo migratório grande para países com mais liberdade civil e oportunidades de emprego, notadamente a Europa, que ainda não definiu como se posicionar diante do problema. Grécia e Turquia, embora mais distantes do Afeganistão do que são da Síria, seria a porta de entrada.

O aumento do terrorismo mundial, que vinha se espaçando nos países europeus e sumido do noticiário norte-americano, volta a preocupar. A tensão e falta de previsibilidade não são boas para os negócios.

Nova York

  • S&P 500: -0,71%
  • Nasdaq: -0,93%
  • Dow Jones: -0,79%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): -0,14%
  • DAX (Alemanha): -0,02%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,38%
  • CAC (França): -0,28%
  • IBEX 35 (Espanha): -0,68%
  • FTSE MIB (Itália): -0,85%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): -2,00%
  • SZSE Component (China): -2,33%
  • China A50 (China): -2,40%
  • DJ Shanghai (China): -1,99%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -1,66%
  • SET (Tailândia): +0,85%
  • Nikkei (Japão): -0,36%
  • ASX 200 (Austrália): -0,94%
  • Kospi (Coreia do Sul): -0,89%

Brasil: ambiente político e econômico

Foi um dia de alguns dados sendo divulgados ao mercado.

As vendas no varejo no mês de julho cresceram 7,2%, descontada a inflação, em comparação com o mesmo mês de 2020.

Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelo varejista, o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) registrou alta de 21,6%.

Efeitos de calendário beneficiaram o resultado de julho deste ano. Houve um sábado, dia forte para o comércio, a mais e uma quarta-feira, data em que a movimentação do comércio é menor, a menos em relação a julho do ano passado.

Sem tais efeitos de calendário, o índice registrou alta de 6,5%, descontada a inflação. Em termos nominais, com os ajustes de calendário, o faturamento subiu 20,7%.

“O patamar de faturamento do varejo continua, em termos nominais, próximo àquele observado no período pré-pandemia”, afirma Pedro Lippi, Head de Inteligência da Cielo. “No entanto, esse crescimento está associado ao aumento da inflação no período. Desconsiderando esse efeito, o Varejo ainda está cerca de 14% abaixo do patamar observado em 2019”.

O Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe), que mede a inflação em São Paulo, variou 1,35% na segunda leitura de agosto, ante 1,18% da quadrissemana anterior.

Houve avanços na comparação semanal nos grupos Habitação (de 1,39% para 1,62%), Alimentação (1,92% para 2,06%), Transportes (0,95% para 1,08%), Despesas pessoais (0,87% para 1,18%), Saúde (0,04% para 0,05%).

Vestuário (0,22% para 0,21%) e Educação (0,09% para 0,01%) foram os únicos recuos.

Já o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), da FGV, avançou 1,18% em agosto, ante 0,18% de julho, com efeitos da seca e das geadas impactando o preço ao produtor. A alta é de 16,88% no ano e de 32,84% em 12 meses. Comparativamente, em agosto de 2020, a alta foi de 2,53%, mas de 11,84% em 12 meses.

““Os efeitos da seca e das geadas estão mais evidentes no resultado do índice ao produtor. Entre os bens finais, os preços dos alimentos in natura avançaram 5,12%. Já entre as matérias-primas, os destaques foram as culturas mais afetadas pelo clima como milho (10,03%) e café (13,76%). Afora os preços dos alimentos, os combustíveis e lubrificantes para a produção subiram 3,72% e também contribuiram para a aceleração da inflação ao produtor”, afirma André Braz, coordenador da pesquisa.

O IGP-10 é formado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), na proporção de 60%, 30% e 10%, respectivamente. Ele é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP) e difere deste pelo período da pesquisa (do dia 11 do mês anterior até o dia 10 do mês atual).

Levantamento elaborado pela Economatica a partir dos balanços do segundo trimestre de 2021 (2TRI21) mostra que as empresas de capital aberto (sem considerar as do ramo financeiro) tiveram lucro 1.012% maior no comparativo com o mesmo período de 2020.

O resultado também não contabiliza a Petrobras (PETR3) e a Vale (VALE3) porque as empresas registraram resultados muito elevados, o que distorce o resultado.

O levantamento foi elaborado com os demonstrativos financeiros de 277 empresas não financeiras.

A receita líquida operacional das empresas no segundo trimestre de 2021 foi de R$ 613,8 bilhões. Ou seja, 47,3% superior ao do mesmo período de 2020, quando as mesmas empresas faturaram R$ 416,7 bilhões.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, apenas 10 subiram, 2 ficaram estáveis (MRFG3 e PETR4) e as outras 72 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Petrobras (PETR4): R$ 27,03 (0,00%)
  • Vale (VALE3): R$ 107,00 (-1,65%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 30,23 (-0,36%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 22,95 (-0,39%)
  • BTG Pactual (BPAC11): R$ 28,08 (-0,74%)

Maiores altas

  • Yduqs (YDUQ3): R$ 25,24 (+6,23%)
  • Cemig (CMIG4): R$ 11,70 (+2,81%)
  • Ultrapar (UGPA3): R$ 16,10 (+2,16%)
  • Vivo Telefônica (VIVT3): R$ 43,18 (+1,60%)
  • Weg (WEGE3): R$ 34,69 (+0,81%)

Maiores baixas

  • Locaweb (LWSA3): R$ 22,11 (-6,91%)
  • Embraer (EMBR3): R$ 18,16 (-6,63%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 19,01 (-5,09%)
  • Cielo (CIEL3): R$ 2,85 (-5,00%)
  • JHSF (JHSF3): R$ 6,52 (-4,96%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: -1,18% (50.993,30 pontos)
  • IBrX 50: -1,12% (19.969,50 pontos)
  • IBrA: -1,13% (4.803,36 pontos)
  • SMLL: -1,67% (2.719,81 pontos)
  • IFIX: -0,62% (2.708,30 pontos)
  • BDRX: -1,00% (13.661,77 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (outubro)/barril

  • segunda-feira (16): -1,53% (US$ 69,51)
  • terça-feira (17): -0,69% (US$ 69,03)
  • semana: -2,22%

Petróleo WTI (setembro)/barril

  • segunda-feira (16): -1,68% (US$ 67,29)
  • terça-feira (17): -1,04% (US$ 66,59)
  • semana: -2,72%

Ouro (dezembro)/onça-troy

  • segunda-feira (16): +0,60% (US$ 1.788,95)
  • terça-feira (17): -0,28% (US$ 1.784,85)
  • semana: +0,32%

Prata (setembro)/onça-troy

  • segunda-feira (16): +0,39% (US$ 23,87)
  • terça-feira (17): -0,83% (US$ 23,59)
  • semana: -0,44%

Com Wisir Research, BDM e CNBC