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Bolsa fecha com alta de 1,17%, de olho nos dados econômicos da semana

Bolsa fecha com alta de 1,17%, de olho nos dados econômicos da semana

Bolsa de valores fecha com alta de 1,17%, de olho nos dados econômicos da semana, especialmente da inflação e do emprego no país

A bolsa de valores começou a semana acelerando e fechou a segunda-feira (24) com alta de 1,17%, ultrapassando a barreira dos 124 mil pontos. O Ibovespa, assim, encerrou o dia com 124.031,62 pontos, acompanhando a subida vista em Wall Street, com os três principais índices apontando para cima.

A semana será marcada pela divulgação dos dados de emprego no Brasil. Na terça-feira (25), sai o saldo do Caged com a criação ou destruição de postos de trabalho. O mercado espera que entre demissões e contratações, o saldo seja positivo em 200 mil vagas.

Na quinta-feira (27), é a vez do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar a taxa de desemprego, atualmente em 14,4%. O mercado espera uma leve alta para 14,7%.

Há ainda os desdobramentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as ações do governo federal no combate à pandemia. Não será um depoimento o capítulo mais importante da semana, mas a votação de requerimentos na quarta-feira (26), que dará uma ideia de como o nó pode apertar no pescoço do governo Jair Bolsonaro (sem partido).

O ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello pode ser reconvocado, depois de participar de um ato político de apoio ao presidente Bolsonaro, neste domingo (23), no Rio de Janeiro. Senadores ficaram irritados com a participação do ex-ministro e há documentos que provam que ele mentiu na CPI. O senador Omar Aziz (PSD-AM) disse em entrevista ao UOL que se ele mentir de novo, pode sair de lá algemado.

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Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 122.525,51 pontos (-0,05%); e na máxima, 124.130,45 pontos (+1,25%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 29,100 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (24): +1,17% (124.031,62 pontos)
  • semana: +1,17%
  • maio: +4,32%
  • 2021: +4,21%

Dólar

O dólar abriu a semana perdendo valor. A moeda norte-americana caiu 0,53%, valendo R$ 5,3247.

  • segunda-feira (24): -0,53% a R$ 5,3247
  • semana : -0,53% a R$ 5,3247

Euro

  • segunda-feira (24): -0,42% a R$ 6,5007
  • semana: -0,42% a R$ 6,5007

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +20,05% a R$ 210.448,63
  • Ethereum: +31,95% a R$ 14.034,13
  • Binance: +45,16% a R$ 1.843,89

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações dos EUA também começaram a semana avançando, levando mais uma vez a melhor sobre o abalado mercado de criptomoedas, que teve um final de semana conturbado – embora hoje tenha presenciado uma recuperação.

A economia no país mais rico do mundo caminha por uma estrada sem volta da reabertura, com os novo casos diários de covid-19 em números mais baixos em 2021, mostrando a eficiência da vacinação – e de quem se programou antecipadamente para a prática, o que faz a economia respirar.

Os Estados Unidos são um dos exemplos mais explícitos de que os cientistas tinham razão ao dizer que não havia espaço para a dicotomia vidas versus economia. A economia só melhora com a saúde das pessoas em dia e, nesse caso, com um amplo e irrestrito programa de vacinação.

Assim, o Federal Reserve, que é o banco central do Tio Sam, apontou que pode ter que mudar as políticas monetárias afrouxadas se a economia continuar a dar sinais de melhora rápida, de acordo com a ata da reunião divulgada na semana passada.

Na Europa, foi uma calmaria, com os mercados fechados na Alemanha, Suíça, Dinamarca, Noruega, Bélgica e Áustria devido ao feriado da Segunda-feira de Pentecostes, data importante para os cristãos, celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa. Os mercados que abriram, ficaram positivos, em sua maioria, algo que se viu também nos mercados da Ásia-Pacífico.

Os investidores continuam concentrando suas preocupações na inflação e geopolítica.

O caso mais grave se deu na Bielorrússia. Líderes europeus indignados se reuniram em Bruxelas para discutir como punir as autoridades bielorrussas, após o pouso forçado de um voo da Ryanair e a subsequente prisão de um jornalista dissidente do governo, Roman Protasevich, que estava a bordo.

Um caça a jato escoltou o voo da Ryanair, que estava no espaço aéreo da Bielorrússia, para pousar em Minsk. A aérea irlandesa chamou de “um ato de pirataria de aviação” e o país foi amplamente condenado pelas maiores democracias do Ocidente.

O presidente da Bielorrússia é Aleksandr Grigorievitch Lukashenko, tido como “o último ditador da Europa”, com mais de 25 anos no poder. A tensão ainda está nas preliminares diplomáticas, mas é um tema para ficar de olho.

Nova York

  • S&P: +0,99%
  • Nasdaq: +1,41%
  • Dow Jones: +0,54%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): feriado
  • DAX (Alemanha): feriado
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,48%
  • CAC (França): +0,35%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,02%
  • FTSE MIB (Itália): -0,34%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): +0,31%
  • SZSE Component (China): +0,62%
  • China A50 (China): +0,59%
  • DJ Shanghai (China): +0,36%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,04%
  • SET (Tailândia): -0,04%
  • Nikkei (Japão): +0,17%
  • ASX 200 (Austrália): +0,22%
  • Kospi (Coreia do Sul): -0,38%

Brasil: ambiente político e econômico

O Boletim Focus de hoje trouxe novas projeções de alta para inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021.

Segundo a expectativa colhida junto ao mercado, o IPCA, indicador oficial de inflação, deve chegar a 5,24% até o final do ano. Há uma semana, era 5,15%. Há quatro semanas, 5,01%. Esta é a sétima projeção de alta seguida.

O PIB também subiu, de 3,45% de uma semana atrás para 3,52%. Há um mês, era de 3,09%.

Já para 2022, há expectativa de recuo para o PIB, de 2,38% para 2,30. Há um mês era 2,34%.

A taxa de câmbio também deve recuar, segundo avalia o mercado: de R$ 5,35 para R$ 5,30. Há um mês era R$ 5,40.

Já o IPCA sobe de 3,64% para 3,67%.

A semana virá com dados e mais dados, especialmente sobre o emprego. Na terça-feira (25), sai o saldo do Caged com a criação ou destruição de postos de trabalho. O mercado espera que entre demissões e contratações, o saldo seja positivo em 200 mil vagas.

Na quinta-feira (27), é a vez do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar a taxa de desemprego, atualmente em 14,4%. O mercado espera uma leve alta para 14,7%.

Um deles, inclusive, já saiu. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou hoje uma revisão da previsão para a inflação brasileira em 2021.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial usado para medir a variação dos preços, foi revisto de 4,6% para 5,3%.

Segundo o instituto, nos últimos meses, houve uma mudança nos fatores de pressão sobre a inflação no país.

No mercado imobiliário, ainda que haja uma forte demanda, com venda recorde, há queda na oferta. O número menor de novos lançamentos reflete a recente alta nos custos da construção, avalia a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Na comparação com o primeiro trimestre de 2020, houve uma alta de 27,1% nas vendas de imóveis nos três primeiros meses deste ano no país, revela o estudo Indicadores Imobiliários Nacionais, da CBIC. Ao todo, foram 207.946 unidades vendidas nos últimos 12 meses, maior número já registrado.

Por outro lado, a oferta final de imóveis – que contabiliza todos os imóveis disponíveis para venda, seja na planta, em construção ou prontos – caiu 14,8% na mesma comparação ano a ano. Nos últimos 12 meses, foram lançadas 168.673 novas unidades no país.

No campo político, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados rejeitou um pedido para a retirada de pauta da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20, que trata da reforma administrativa. Foram 38 contrários à retirada de pauta e 22 votos favoráveis.

Os parlamentares agora debatem sobre a constitucionalidade da proposta e a expectativa é que a admissibilidade do texto seja votada amanhã (25).

Pelo regimento interno da Câmara, cabe à comissão avaliar a constitucionalidade das propostas, não emitindo parecer sobre o mérito. Caso a proposta seja aprovada no colegiado, a reforma ainda precisará ser analisada por uma comissão especial e depois, em dois turnos, pelo plenário da Casa.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 57 subiram, 1 ficou estável (IRBR3) e as outras 26 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 109,78 (+0,35%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 26,39 (+1,70%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 223,29 (+24,83%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 20,00 (+7,93%)
  • Via (VVAR3): R$ 12,46 (+4,97%)

Maiores altas

  • Banco Inter (BIDI11): R$ 223,29 (+24,83%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 20,00 (+7,93%)
  • Locaweb (LWSA3): R$ 24,68 (+7,54%)
  • PetroRio (PRIO3): R$ 19,20 (+6,55%)
  • Lojas Americana (LAME4): R$ 19,48 (+5,53%)

Maiores baixas

  • Gerdau (GGBR4): R$ 32,89 (-2,89%)
  • BRF (BRFS3): R$ 26,21 (-2,67%)
  • Iguatemi (IGTA3): R$ 42,44 (-2,14%)
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): R$ 14,74 (-1,99%)
  • Gol (GOLL4): R$ 25,03 (-1,84%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +1,23% (53.422,16 pontos)
  • IBrX 50: +0,92% (20.762,48 pontos)
  • IBrA: +1,15% (5.029,28 pontos)
  • SMLL: +1,11% (2.996,90 pontos)
  • IFIX: -0,04% (2.802,82 pontos)
  • BDRX: +0,85% (12.909,81 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (julho)/barril

  • segunda-feira (24): +3,04% (US$ 68,46)
  • semana: +3,04% (US$ 68,46)

Petróleo WTI (julho)/barril

  • segunda-feira (24): +3,88% (US$ 66,05)
  • semana: +3,88% (US$ 66,05)

Ouro (junho)/onça-troy

  • segunda-feira (24): +0,41% (US$ 1.884,50)
  • semana: +0,41% (US$ 1.884,50)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (24): +1,42% (US$ 27,88)
  • semana: +1,42% (US$ 27,88)

Com Wisir Research, BDM e CNBC