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Bolsa de valores tem queda de 0,64%, mas reage com anúncio do Fed

Bolsa de valores tem queda de 0,64%, mas reage com anúncio do Fed

Bolsa de valores tem queda de 0,64%, mas reage com anúncio do Federal Reserve, no final da tarde; as perdas chegaram a ser piores

A bolsa de valores perdeu 0,64% nesta quarta-feira (16), fechando com 129.259,49 pontos. A bolsa brasileira fechou em linha com as quedas dos principais índices em Nova York, mas podia ser pior – porque chegou a ser bem pior.

Ao contrário dos pares norte-americanos, os investidores aqui no Brasil passaram a comprar após o anúncio do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), mas não o suficiente para trazer o índice ao azul. A instituição dos Estados Unidos decidiu manter as taxas de juros inalteradas entre 0% e 0,25%.

O Ibovespa chegou a cair para operar na linha dos 128 mil pontos, então, na reta final do dia, depois do Fed, foi se recuperando. O giro financeiro foi bastante forte, acima dos R$ 90 bilhões.

A decisão era aguardada pelo mercado, As atenções estavam com o comunicado do Fed. “Não se esperava que o Federal Reserve tomasse medidas imprevisíveis de política após sua reunião de dois dias esta semana, mas é provável que sinalize que está pensando nisso”, resumia artigo do portal CNBC, falando sobre as expectativas dos investidores.

Hoje ainda sai a decisão do correspondente brasileiro, o Banco Central, sobre a taxa Selic, que rege a economia nacional. O mercado aposta em 4,25%, mas pode vir um número um pouco mais agressivo, com 4,5%, embora pouca gente acredite nisso.

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Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 128.345,03 pontos (-1,34%); e na máxima, 130.283,18 pontos (+0,15%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 91,100 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (14): +0,59% (130.207,96 pontos)
  • terça-feira (15): -0,09% (130.091,08 pontos)
  • quarta-feira (16): -0,64% (129.259,49 pontos)
  • semana: -0,14%
  • junho: +2,41%
  • 2021: +8,61%

Dólar

O dólar recuperou um pouco de valor nesta quarta. A moeda norte-americana subiu 0,34% e passou a valer R$ 5,0600.

  • segunda-feira (14): -1,02% a R$ 5,0707
  • terça-feria (15): -0,55% a R$ 5,0428
  • quarta-feira (16): +0,34% a R$ 5,0600
  • semana : -1,23% a R$ 5,0600

Euro

  • segunda-feira (14): -1,03% a R$ 6,1313
  • terça-feira (15): -0,27% a R$ 6,1150
  • quarta-feira (16): -0,64% a R$ 6,0757
  • semana: -1,94% a R$ 6,0757

Criptomoedas*

  • Bitcoin: -1,05% a R$ 195.227,79
  • Ethereum: -2,40% a R$ 12.224,92
  • Tether: +1,89% a R$ 5,06
  • Cardano: -0,81% a R$ 7,64
  • Binance: -1,98% a R$ 1.772,90

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Os principais índices em Nova York terminaram o dia com quedas expressivas. O Fed divulgou hoje que o Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), composto por dirigentes da instituição, manteve as taxas de juros entre zero e 0,25%.

O comunicado mostra que o Fed está atento e preocupado com o comportamento da inflação. A instituição elevou as expectativas de alta de preços.

“O Federal Reserve aumentou drasticamente suas expectativas para a inflação este ano e antecipou o prazo para o próximo aumento das taxas de juros”, observou a CNBC.

“No entanto, o banco central não deu nenhuma indicação de quando começará a cortar seu agressivo programa de compra de títulos”, acrescentou o portal.

O comunicado do Fed começa dizendo que o quadro da economia aponta para estabilidade: “O progresso na vacinação reduziu a disseminação de Covid-19 nos Estados Unidos. Os indicadores de atividade econômica e de emprego se fortaleceram. Os setores mais afetados pela pandemia continuam fracos, mas mostraram melhorias. A inflação aumentou, refletindo em grande parte fatores transitórios. As condições financeiras gerais permanecem acomodatícias, em parte refletindo medidas de política para apoiar a economia e o fluxo de crédito para famílias e empresas dos EUA”.

O tom do comunicado sinaliza em geral para um olhar mais crítico em relação à inflação.

O Fed menciona a trajetória dos preços: ““Com a inflação persistentemente abaixo dessa meta de longo prazo, o Comitê buscará atingir a inflação moderadamente acima de 2% por algum tempo, de forma que a inflação média seja de 2% ao longo do tempo e as expectativas de inflação de longo prazo permaneçam bem ancoradas em 2%”.

“Caminho da economia depende da trajetória do coronavírus”, reforça o comitê. “Estamos preparados para mudanças na política monetária se houver riscos aos nossos objetivos”, pondera o texto do comunicado.

O Fed elevou projeção para inflação em 2021 de 2,4% para 3,4%. Para 2022, aumenta apostas com taxas de 2,0% para 2,1%. E, para 2023, subiu de 2,1% para 2,2%.

O Fed fala sobre os estímulos à economia: “Continuaremos comprando pelo menos US$ 80 bilhões em Tesouraria por mês”.

Na Europa, ainda sem o impacto da decisão do Fed, os mercados fecharam sem direção definida e devem responder amanhã. Já na Ásia e Pacífico, também sem impacto da decisão norte-americana, a maioria dos mercados fechou no vermelho.

Enquanto isso, essas regiões reagiram a mais alguns dados econômicos.

As vendas no varejo chinês aumentaram 12,4% em maio em relação ao mesmo período do ano passado, menos do que as expectativas dos analistas, que eram de 13,6%. O governo da segunda maior economia do mundo vem se esforçando para aumentar os gastos e aquecer o mercado interno.

Já a inflação no Reino Unido superou as expectativas em maio, de acordo com estatísticas oficiais publicadas hoje. O Índice de Preços ao Consumidor subiu 2,1% ano-a-ano e 0,6% mês a mês, em comparação com expectativas de 1,8% e 0,3%, respectivamente.

“Embora a inflação do Reino Unido possa ultrapassar ainda mais a meta de 2% do Banco da Inglaterra, ainda achamos que cairá novamente para cerca de 2% em 2022”, disse à CNBC Willem Sels, diretor de investimentos de private banking e gestão de fortunas do HSBC.

“Há uma capacidade ociosa significativa nos mercados de trabalho, com mais de dois milhões de trabalhadores do Reino Unido permanecendo em licença, o que significa que é improvável que se desenvolva uma espiral salarial e, portanto, as pressões inflkacionárias devem ser temporárias”.

Na questão política, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), disse que pretende que o novo Bolsa Família pague um benefício de R$ 300. Bolsonaro forçou a equipe econômica a encontrar fontes de recursos para bancar a reformulação do programa nos moldes desejados e aposta nisso como propulsão vital para sua manutenção no cargo em 2022, diante da distância que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) mantém na liderança em todas as pesquisas de voto.

Segundo o jornalista Waldo Cruz, em seu blogue no G1, “a reformulação do Bolsa Família está sendo feita pelo ministro da Cidadania, João Roma, em negociação com o Ministério da Economia. Inicialmente, a ideia da equipe econômica era elevar o valor para R$ 250 e ampliar o número de famílias atendidas – das 14 milhões atuais para 20 milhões”.

“O novo valor defendido por Bolsonaro, agora, terá de ser analisado pela equipe de Paulo Guedes. O programa também deve mudar de nome como parte da estratégia de Bolsonaro para tirar o vínculo do Bolsa Família com o presidente Lula, já mirando nas eleições presidenciais de 2022. No passado, o governo já falou em ‘Renda Brasil’ e ‘Renda Cidadã’. O nome ‘Alimenta Brasil’ também é cogitado”.

O novo Bolsa Família tem de ser criado ainda neste ano por questões legais, já que o próximo ano é o da eleição presidencial.

O impacto disso nas contas públicas ainda precisa ser estudado, mas o mercado deu amostras no começo do dia de que o populismo não vai ser nada bom para os negócios.

Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no esforço de captar apoio popular para a privatização da Eletrobras (ELET3 ELET6), prevê racionamento de energia neste ano semelhante àquele ocorrido em 2001 no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP). A chamada crise do apagão, ocorrida no Brasil entre 2001 e 2002, afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica.

A campanha pelo racionamento de energia evitou cortes forçados e blecautes em todo o País. “Se houver a conscientização dos setores de reduzir o consumo na hora do pico, ajuda”, afirmou Lira.

Lira disse não acreditar que a medida provisória que autoriza a desestatização da Eletrobras possa ter algum dispositivo para ajudar na crise energética. O texto está no Senado e, caso haja alterações, a proposta deve voltar à Câmara.

Nova York

  • S&P: -0,54%
  • Nasdaq: -0,24%
  • Dow Jones: -0,77%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,20%
  • DAX (Alemanha): -0,12%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,17%
  • CAC (França): +0,20%
  • IBEX 35 (Espanha): -0,31%
  • FTSE MIB (Itália): +0,12%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): -1,07%
  • SZSE Component (China): -2,57%
  • China A50 (China): -1,42%
  • DJ Shanghai (China): -1,15%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,65%
  • SET (Tailândia): +0,15%
  • Nikkei (Japão): -0,51%
  • ASX 200 (Austrália): +0,09%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,62%

Brasil: ambiente político e econômico

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), divulga logo mais, às 18h, o resultado de sua 238ª reunião. E do anúncio sairá a decisão quanto à taxa básica de juros (Selic).

A expectativa prioritária do mercado é por uma terceira alta sequencial da Selic, em um novo reajuste de 0,75 ponto porcentual. Vale lembrar que, na reunião de março, o Copom promoveu a primeira alta da taxa de juros em seis anos, depois de ela se manter sete meses em 2%, a mais baixa já registrada. Novamente, em maio, veio mais um ajuste de 0,75 ponto porcentual.

Se o Copom confirmar as expectativas, a Selic irá dos atuais 3,5% para 4,25%. No entanto, é grande a expectativa por um comunicado mais agressivo do BC, sugerindo uma aceleração de passo nas próximas reuniões. Há apostas também de que o BC surpreenda e aumente a Selic em 1 ponto porcentual, elevando a taxa a 4,5%. Mas são minoria.

Se houver quaisquer surpresas, o impacto fica para a sessão desta quinta-feira (17).

Enquanto isso, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 2,32% em junho, ante 3,24% de maio. A projeção era de 2,23%. Houve desaceleração do preço ao produtor, mas a alta das commodities ainda pressiona o indicador.

Com esse resultado, o índice acumula alta de 15,31% no ano e de 36,94% em 12 meses. Comparativamente, em junho de 2020, o índice variara 1,55% e acumulava elevação de 7,18% em 12 meses.

“A inflação ao produtor apresentou desaceleração e contribuiu para o recuo do IGP. Mesmo assim, o IPA segue pressionado pelo aumento dos preços de commodities importantes. O recuo não foi mais intenso dado o aumento registrado nos preços de energia e gasolina, que impulsionaram a inflação ao consumidor. Na construção civil, reajustes na mão de obra também contribuíram para o avanço do INCC”, afirma André Braz, coordenador da pesquisa.

Já a FGV divulgou hoje o Monitor do PIB, que apontou retração de 0,7% na atividade econômica em abril, em comparação a março e crescimento de 0,3% no trimestre móvel findo em abril, em comparação ao findo em janeiro.

Na comparação interanual a economia cresceu 12,3% em abril e 5,3% no trimestre móvel findo em abril.

Em termos monetários, estima-se que o PIB no acumulado do ano até abril de 2021, em valores correntes, foi de R$ 2,745 trilhões.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 25 subiram, 1 ficou estável (LCAM3) e as outras 58 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 108,15 (-3,00%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 29,14 (+0,38%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 33,29 (+1,99%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 28,08 (+0,50%)
  • B3 (B3SA3): R$ 16,91 (+1,44%)

Maiores altas

  • Banco Inter (BIDI11): R$ 66,77 (+5,49%)
  • SulAmerica (SULA11): R$ 36,47 (+3,23%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 33,29 (+1,99%)
  • CVC (CVCB3): R$ 27,17 (+1,95%)
  • Hering (HGTX3): R$ 35,15 (+1,74%)

Maiores baixas

  • Gerdau (GGBR4): R$ 30,14 (-5,10%)
  • CSN (CSNA3): R$ 42,40 (-4,72%)
  • Embraer (EMBR3): R$ 20,44 (-4,40%)
  • Bradespar (BRAP4): R$ 67,28 (-3,61%)
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): R$ 13,95 (-3,46%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: -0,85% (55.278,36 pontos)
  • IBrX 50: -1,03% (21.506,51 pontos)
  • IBrA: -0,76% (5.205,51 pontos)
  • SMLL: -0,52% (3.194,87 pontos)
  • IFIX: -0,14% (2.815,53 pontos)
  • BDRX: -0,21% (12.499,21 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (agosto)/barril

  • segunda-feira (14): +0,23% (US$ 72,86)
  • terça-feira (15): +1,55% (US$ 73,99)
  • quarta-feira (16): +0,54% (US$ 74,39)
  • semana: +2,32% (US$ 74,39)

Petróleo WTI (julho)/barril

  • segunda-feira (14): -0,04% (US$ 70,88)
  • terça-feira (15): +1,75% (US$ 72,12)
  • quarta-feira (16): +0,04% (US$ 72,15)
  • semana: +1,75% (US$ 72,15)

Ouro (agosto)/onça-troy

  • segunda-feira (14): -0,67% (US$ 1.866,95)
  • terça-feira (15): -0,39% (US$ 1.858,65)
  • quarta-feira (16): -1,03% (US$ 1.837,30)
  • semana: -2,09% (US$ 1.837,30)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (14): -0,46% (US$ 28,01)
  • terça-feira (15): -1,03% (US$ 27,75)
  • quarta-feira (16): -0,84% (US$ 27,46)
  • semana: -2,33% (US$ 27,46)

Com Wisir Research, BDM e CNBC