O Ibovespa terá uma revisão de sua composição em 1º de abril e, segundo o Bank of America, e provavelmente contará com quatro exclusões e nenhuma inclusão, mostra um relatório enviado a clientes nesta sexta-feira (13).
A primeira prévia oficial da próxima composição do índice será anunciada em 1º de abril e a nova configuração entrará em vigor em 4 de maio.
“Estimamos que o IRB (IRBR3), bem como as ações especiais recém-criadas Localiza (RENT4), Cyrela (CYRE4) e Axia (AXIA7), provavelmente serão excluídas”, avaliam os analistas liderados por David Beker.
As duas últimas ações foram criadas no final do ano passado como forma de capitalizar reservas de lucros e declarar distribuições.
Se excluídas, o banco calcula saídas passivas equivalentes a aproximadamente 2, 3, 1 e 1 dia de negociação para IRB, AXIA7, CYRE4 e RENT4, respectivamente.
Há ainda uma lista de observação para futuras exclusões. Fazem parte dela as ações da SLC (SLCE3) e CSN Mineração (CMIN3), que são os membros atuais com a classificação mais baixa do IN (índice de negociabilidade) depois das já mencionadas.
“Elas podem correr o risco de serem excluídos em revisões futuras se a negociabilidade diminuir em relação ao restante do mercado. O índice IN para membros atuais precisa cair abaixo de 90% para que sejam excluídos”, pontua o BofA.
Entradas
Apesar de não projetar adições nesta revisão, o BofA possui uma “lista de observação” para futuras entradas.
“De acordo com nossas estimativas, Tenda (TEND3) e Sanepar (SAPR1) são as próximas em termos de métricas de negociabilidade, mas precisariam que sua negociabilidade melhorasse em relação ao restante do índice para terem uma chance maior de inclusão”, relata a análise.
Fluxos de capital
Segundo o BofA, os fluxos para mercados emergentes, excluindo a China, permanecem positivos, apesar da escalada dos conflitos no Irã. Observamos um aumento de US$ 5 bilhões nesta semana e de US$ 3 bilhões na semana passada.
“A narrativa favorável aos fluxos para mercados emergentes pode ficar sob pressão em meio à escalada do conflito no Irã, mas as entradas em mercados emergentes, excluindo a China, permaneceram positivas nas últimas duas semanas”, pondera o relatório.
Grupo Magnífico 7
O grupo destacado como “magnífico”, composto por Mercado Livre (MELI34), Nubank
(ROXO34), WEG (#WEGE3), BTG Pactual (BPAC11), Raia Drogasil (RADL3), Localiza (RENT3) e Itaú (ITUB4), que tem viés de crescimento, teve -1% esta semana.
Enquanto isso, o inesquecível grupo brasileiro, que possui Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), JBS (JBSS3), Banco do Brasil (BBAS3), Ambev (ABEV3), Bradesco (BBDC4) e Gerdau (GGBR4), que tem viés de valor, teve +0,6%.






