O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) colocou à disposição do mercado R$ 2 bilhões direcionados a empresas que atuam no segmento de saúde e também detalhou o encaminhamento de outros R$ 40 bilhões destinados à folha de pagamento das companhias. O anúncio foi feito na tarde deste domingo (29).
Presidente do Banco, Gustavo Montezano explicou que R$ 2 bilhões serão destinados a empresas do segmento de saúde. “Tratam-se de companhias que compram, produzam ou transportam produtos e equipamentos para combate ao coronavírus”, disse.
E acrescentou: “já temos trinta empresas mapeadas que vão utilizar parte destes R$ 2 bilhões”, frisou, acrescentando que elas poderão suprir 15 mil ventiladores, que representam 15% da demanda, três mil leitos de UTI e 80 milhões de mascaras.
De acordo com o executivo, o cliente vai ter dinheiro disponível em crédito direto com o BNDES em até 15 dias.
Folha de pagamento
Já quanto aos R$ 40 bilhões para folha de pagamento, o recurso estará disponível via bancos repassadores, ou seja, instituições ligadas a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
A medida visa assegurar o pagamento de até dois salários mínimos, facilitando assim o capital de giro das empresas. O recurso deve estar disponível em abril para a folha de maio.
“É uma parceria público privada, aonde 85% dos recursos virá do Tesouro e será alocado no BNDES e os outros 15% aportados pelo próprio banco”, frisou.
Conforme Montezano, a taxa será fixa em 3,75% ao ano (Selic), sem qualquer spread da operação (diferença entre o preço de compra e venda de uma ação, título ou transação monetária) e nenhum custo operacional.
O BNDES atende empresas cujo faturamento varia de R$ 360 mil a R$ 10 milhões por ano. Há uma semana o banco já havia anunciado medidas de aporte financeiro para combate à pandemia.
Empresas aéreas
Uma linha de crédito para ajudar as empresas aéreas que vêm sofrendo queda na demanda por causa restrição de viagens internacionais e nacionais devido ao coronavírus deve ser disponibilizada até o fim de abril, segundo Montezano.
“Os recursos serão investidos exclusivamente para as operações brasileiras das empresas. A gente quer fazer linhas que apoiem as concorrentes. Não queremos escolher uma única empresa. Os recursos não deverão ser usados para pagar credores financeiros.”