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Mudança de discurso acaba com expectativas de quem pensava em um corte da Selic

Mudança de discurso acaba com expectativas de quem pensava em um corte da Selic

A ata do Copom publicada nesta terça-feira (18) joga um verdadeiro “balde de água fria” nos palpites de que o Banco Central poderia até cortar a Selic em 2019. Alguns economistas levantaram essa possibilidade após verificar que o relatório mostra uma projeção de inflação abaixo da meta, além de aumentar o risco baixista para os preços por conta da atividade ainda incerta. A dúvida que fica no ar é se os diretores do Copom não concordaram com a visão apresentada pelo mercado e, portanto, acabaram aproveitando o documento para realizar um “ajuste fino” em seu discurso.

No parágrafo 22 da ata consta que a cautela, a serenidade e a perseverança nas decisões que envolvem a política monetária, inclusive em cenários voláteis, estão apresentando certa utilidade. Os membros do comitê ainda acrescentam o que pode vir a ser uma indicação para a próxima diretoria, que assumirá o seu mandato em breve. O texto aponta que as decisões que tem por base esses princípios são consideradas um bom guia para a política monetária. [box type=”note” align=”” class=”” width=””]O parágrafo 15 traz outro alerta, pois o Copom cita dois pontos importantes que são o menor risco de continuidade das reformas e a ociosidade elevada. Com isso, o Banco Central ressalta que os riscos altistas para a inflação continuam apresentando um maior peso em seu balanço de riscos.[/box] Apesar de menos intensa, persiste a assimetria no balanço de riscos que envolve a inflação. Por esse ponto de vista, o que se entende é que seria retirado do comunicado a decisão de manter a taxa Selic em 6,5%, contudo, essa informação voltou na publicação do documento.

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selic mantida reduzida

Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Para o estrategista-sênior do Rabobank, Maurício Oreng, a fala do comitê nessa ata é uma sugestão de que o comitê parece estar disposto a “fazer apostas”. Ele também aponta que esse ponto de vista acaba esfriando a discussão acerca do juro neutro ainda mais baixo e de eventuais cortes de juros. Oreng também lembra que o Copom ainda enxerga a política monetária com uma postura expansionista, ou seja, com o juro abaixo do neutro.