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Azul (AZUL4): demanda por voos em julho sobe 40,7% ante junho

Azul (AZUL4): demanda por voos em julho sobe 40,7% ante junho

Azul (AZUL4): demanda por voos em julho subiu 40,7% e caiu 77,6% na comparação anual; oferta subiu 33,3% de junho para julho de 2020

A Azul (AZUL4) divulgou nesta terça-feira (4) os resultados preliminares de tráfego de julho de 2020.

O tráfego de passageiros consolidado (RPKs) aumentou 40,7% em relação ao mês anterior, frente a um crescimento de 33,3% na capacidade (ASKs), resultando em uma taxa de ocupação de 79,6%, aumento de 4,1 pontos percentuais.

A taxa de ocupação doméstica foi de 79,4% e a internacional totalizou 81,0%.

“O crescimento sequencial de nossa capacidade foi muito bem sucedido e esperamos que esta tendência de aumento de demanda continue nos próximos meses”, disse o CEO da Azul, John Rodgerson.

“Nossa frota diversificada nos permite adequar nossa capacidade à demanda de passageiros, e estou confiante em nossa habilidade de reconstruir nossa malha ao longo do tempo” concluiu.

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Oferta e demanda

Vale lembrar que a oferta é medida em ASK (Available Seat‐Kilometers ou Assentos‐Quilômetros Oferecidos), um cálculo por voo, pela multiplicação do número de assentos disponíveis para comercialização em cada etapa pela distância percorrida em cada etapa.

Portanto, um ASK é produzido quando um assento é transportado por um quilômetro.

Já o RPK (Revenue Passenger‐Kilometers ou Passageiros‐Quilômetros Pagos transportados) é a demanda, calculada também por voo, pela multiplicação do número de passageiros pagantes em cada etapa pela distância percorrida em cada etapa.

Ou seja, um RPK é produzido quando um assento ocupado por um passageiro pagante é transportado por um quilômetro.

Números da Azul

Um dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus foi o aéreo, com quase paralisação total da malha global.

Os números mostram o tamanho do estrago.

O RPK total, em julho de 2020, foi de 663 milhões, contra 2,962 bilhões em julho de 2019, o que representa agora uma queda de 77,6%.

Mas houve melhora. Em junho, o RPK total era de 471 milhões, de modo que houve uma alta de 40,7% de um mês para o outro.

Já o ASK caiu de 3,421 bilhões em julho de 2019 para 833 milhões em julho de 2020, um decréscimo de 75,7%.

Da mesma forma, houve melhora de junho, com 625 milhões ASKs, para julho, num aumento de 33,3%, indicando que há mais oferta de voos.

A taxa de ocupação também aumentou de junho para julho, em 4,1 pontos percentuais, passando de 75,5% para 79,6%.

Domésticos versus Internacionais

Segundo a Azul, a recuperação está vindo basicamente dos voos domésticos, já que os internacionais ainda encontram muitas barreiras.

Por exemplo, os brasileiros estão proibidos de entrar em dezenas de países, por conta de não ter controlado a pandemia em seu território. A Europa é o exemplo mais importante.

Assim, o RPK internacional da Azul ficou em 66 milhões em julho de 2020, contra 775 milhões em 2019, uma queda de 91,5%.

Mesmo de junho para julho houve queda. No sexto mês do ano, o RPK ficou em 74 milhões, o que representa agora uma queda de 10,6%.

O ASK também caiu drasticamente de julho de 2019 para julho de 2020: 885 milhões para 81 milhões, ou 90,5%.

Entretanto, a taxa de ocupação subiu 6,7 pontos percentuais de junho (74,3%) para julho (81,0%).

Nos voos domésticos, o quadro é o mesmo: queda do RPK de 2,187 bilhões em julho de 2019 para 597 milhões em julho de 2020 (menos 72,7%). A oferta caiu de 2,563 bilhões para 752 milhões, ou 70,7%, na mesma comparação.

Contudo, como nos voos internacionais, a taxa de ocupação cresceu 3,7 pontos percentuais entre junho (75,7%) e julho (79,4%).

Ou seja, o setor já começa a ver o céu mais limpo.