De modo solene, deputados do Partido Democrata, que atuam como promotores no julgamento de Donald Trump no Senado dos Estados Unidos, protocolaram neste sábado (18) os argumentos para o impeachment. O momento simbólico é importante não só para processo em si, mas de olho nas eleições de 2020, quando o acusado tentará sua reeleição.
Os democratas dizem que o impedimento é necessário para “garantir a integridade das eleições de 2020”. Trump sofreu impeachment na Câmara dos Representantes há um mês. Agora, ele está com o julgamento em andamento no Senado.
Num quadro bastante improvável, Trump é destituído do cargo, se dois terços dos senadores assim votarem. Acontece que o partido do presidente é maioria no Senado, com mais da metade dos assentos. E os republicanos não dão sinais de disposição de ir contra Trump.
Defesa nega acusações
A defesa de Donald Trump, como era de se esperar, rechaçou as acusações dos democratas – que são maioria na Câmara. Os advogados disseram que o processo é “um perigoso ataque” aos norte-americanos: “temos uma base legal forte. O presidente não fez nada de errado e acreditamos que vamos vencer esse processo”.
O presidente é acusado de abuso de poder, ao pedir investigação ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, contra a família de Joe Biden, provável adversário na disputa deste ano; e de obstrução ao Congresso, por impedir diversas pessoas ligadas à sua administração de prestar depoimento e por se recusar a entregar documentos aos investigadores durante o inquérito.
Tropa de choque
Os democratas conseguiram escolher sete deputados de seu partido para representar a acusação contra o presidente no Senado. A tropa de choque nem poderia ter outra cor, já que os republicanos não aceitariam tal papel. São esses sete (foto) que farão o papel de promotores no julgamento.
Os nomes foram definidos no mesmo dia em que a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, autorizou o envio do processo ao Senado São quatro homens e três mulheres: Adam Schiff, presidente do Comitê de Inteligência, pela Califórnia; Jerry Nadler, presidente do Comitê Judiciário, pelo estado de Nova York; Hakeem Jeffries, também de Nova York; Jason Crow, do Colorado; Val Demings, da Flórida; Zoe Lofgren, também da Califórnia; e Sylvia Garcia, do Texas.
As informações são do G1.






