Administradoras de shoppings que têm ações listadas em bolsa comunicaram nessa quarta-feira (18) ao mercado que irão reduzir o horário de funcionamento de seus shoppings e adotarão algumas medidas internas como forma de proteger os colaboradores e evitar a disseminação do coronavírus. Ontem a Multiplan (MULT3) também tinha informado que todos os seus 19 shopping centers no Brasil passarão a operar diariamente as 12h às 20h.
BR Malls (BRML3)
Os shoppings administrados pela BR Malls adaptaram o funcionamento de suas unidades de acordo com as diretrizes de cada Estado. No Rio de Janeiro, o NorteShopping, Shopping Tijuca e Plaza Niterói suspenderão suas atividades pelo período de 15 dias, sendo, no entanto, facultada a abertura das operações de alimentação, farmácias e serviços de saúde.
Já nos demais Estados, os empreendimentos ficarão abertos ao público de segunda a sábado, de 12h às 20h. Aos domingos e feriados, o horário será mantido para restaurantes e praça de alimentação, enquanto as demais lojas funcionarão de 14h às 20h.
Nestes, serão permitidos serviços de delivery em todos as unidades.
Aliansce Sonae (ALSO3)
A Aliansce Sonae Shopping Centers S.A. informou que a partir de hoje (18) adotará temporariamente uma redução do horário de funcionamento da maioria de seus shoppings, que passarão a funcionar entre 12h e 20h.
As praças de alimentação e restaurantes terão suas ocupações restringidas a 30% de suas lotações e os serviços de delivery das praças de alimentação funcionarão normalmente.
A companhia diz entender que essas medidas refletem uma forma responsável de proteger o bem-estar de seus clientes, lojistas, colaboradores e fornecedores diante da disseminação do coronavírus.
Outras ações implementadas são referentes à redução do deslocamento de colaboradores, com proibição de viagens internacionais e limitação de viagens nacionais a casos de extrema necessidade; adoção em larga escala do home office e rodízio de times para funções essenciais, evitando os deslocamentos em horários de alta circulação.
Também realizará reuniões com fornecedores e parceiros via videoconferência e cancelará eventos. A companhia continuará com ações preventivas visando a segurança de todos e monitorando quaisquer alterações nas diretrizes emitidas pelos órgãos competentes e pelas autoridades locais de saúde.
JHSF (JHSF3)
A JHSF Participações informa que seu comitê de gestão se reúne diariamente para analisar a evolução das orientações das autoridades e as necessidades de ajustes operacionais focando em ações para minimizar a disseminação do vírus.
Assim, as medidas implementadas focam na intensificação dos protocolos de higiene e limpeza nas dependências da empresa, na manutenção das atividades operacionais em níveis necessários para manter o atendimento, bem como adoção do regime de trabalho a distância para os funcionários administrativos.
A companhia também cancelou todas as viagens e substituiu reuniões presenciais por ligações telefônicas ou por videoconferência. Quanto a operação em shoppings, os horários foram flexibilizados para lojistas com a manutenção das atividades de restaurantes e farmácias.
Já as operações de e-commerce foram ampliadas para atender os lojistas e clientes com solução de entregas. No segmento de varejo, por exemplo, foram implementados horários reduzidos com constante orientação aos protocolos de saúde e higiene.
LINX (LINX3)
A Linx colocou em prática um plano abrangendo diversas medidas preventivas necessárias para minimizar os efeitos da pandemia, dentre as quais se destaca a criação de um comitê de crise para avaliar continuamente a evolução do Covid- 19 e definiu o home office para todos os empregados que fizeram alguma viagem internacional.
A companhia também suspendeu ou postergou viagens de negócios nacionais e internacionais. “Até o momento, a Linx não sofreu qualquer impacto material causado pela disseminação do vírus”, informou.
E complementa: “no cenário atual, a Linx possui certo grau de proteção em termos financeiros considerando que cerca de 80% das receitas são mensalidades geradas pelo uso dos softwares de gestão e serviços integrados, além de estar capitalizada.”
Isso porque “a migração das soluções para o ambiente de nuvem nos últimos anos também oferece resiliência à companhia, já que praticamente todas as soluções podem ser acessadas remotamente.”
A Linx reconhece, no entanto, que impactos negativos na economia podem resultar em possíveis perdas, temporárias ou não, a partir da segunda quinzena de março. “Tais impactos podem abranger principalmente, mas não apenas, os níveis de inadimplência, novas vendas, implementação de projetos, ativação de lojas e receita vinculadas ao volume de transações.” Isso prevendo uma forte desvalorização cambial que possa influenciar os patamares de custos, principalmente aqueles vinculados à nuvem pública.