O programa Agro 4.0, que levará investimentos e tecnologias para o agronegócio, teve seu edital lançado nesta quinta-feira (3).
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Os Ministérios da Agricultura, Economia e Ciência se uniram com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para anunciar a novidade, que receberá inscrições até o dia 26 deste mês.
O objetivo do programa, que terá investimentos de R$ 4,8 milhões, é promover, por meio destas tecnologias, o aumento de eficiência e de produtividade, e redução de custos no agronegócio brasileiro.
De acordo com a nota publicada no site do governo, o edital, na modalidade concurso, “é voltado a empresas usuárias de tecnologias 4.0 do setor produtivo, especialmente, produtores rurais e agroindústrias, que irão realizar a adoção de tecnologias 4.0 em suas unidades, fazendas ou plantas”.
O secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Inovação do Mapa, Pedro Correa Neto, destacou que a agricultura digital é uma das prioridades de inovação para o Ministério da Agricultura, e o Programa Agro 4.0 é um dos grandes promotores de difusão de tecnologia no ecossistema do agro.
“Ações como essa fortalecem a rede de inovação no agronegócio brasileiro, conectando soluções desde os produtores rurais até as startups, incrementando as ações por meio de conectividade, internet das coisas, aprendizagem virtual, blockchain e inteligência artificial”, afirmou.
“Essa iniciativa visa estimular o ambiente de inovação digital no agronegócio por meio de soluções práticas e aplicadas às cadeias de valor nos segmentos dentro e fora da porteira, como também em ecossistema de cadeias produtivas. Estamos alavancando o futuro do agronegócio com soluções digitais”, completou o diretor do Departamento de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Mapa, Cleber Soares.
Para Igor Calvet, presidente da ABDI, o Agro 4.0 fará aumentar a eficiência do Agronegócio e impulsionar ainda mais um dos alicerces da economia brasileira.
“O Programa Agro 4.0 irá possibilitar e gerar uma maior disseminação de tecnologias digitais no agronegócio, com foco em aumento de eficiência, produtividade e redução de custos junto a produtores e indústrias” explicou.
Edital do Agronegócio tem 4 categorias
O texto do edital contempla, no geral, quatro categorias relacionadas à cadeia produtiva do agronegócio, incluindo empresas dos setores primário, secundário e terciário.
Os projetos deverão estar alinhados às seguintes temáticas:
- segmento de insumos (fertilizantes, defensivos, rações, máquinas e equipamentos);
- segmento primário (agricultura, pecuária, pesca, aquicultura);
- segmento secundário (fabricação de produtos alimentícios);
- integração de segmentos, incluindo segmento terciário (integração de elos da cadeia – abrangendo serviços de tecnologia da informação e comunicação, logística, entre outros).
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Premiação gorda
De acordo com o texto publicado no site do Ministério da Agricultura, a premiação para quem for escolhido será bastante atrativa.
Ela varia de R$ 300 mil para até quatro projetos nas categorias 1, 2 e 3 a R$ 600 mil para até dois projetos na categoria 4.
Os escolhidos terão seus nomes divulgados ainda este ano e, a partir disso, contarão com um prazo de sete meses para execução e outros 12 para monitoramento dos resultados.
Plano Nacional de IoT
Regulamentado em 2019, o Plano Nacional de Internet das Coisas – IoT tem o objetivo de implantar a Internet das Coisas como ferramenta de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira.
O BNDES sugeriu quatro verticais para aplicar o IOT: indústria, saúde, rural e cidades.
Cada vertical conta com uma Câmara. A Câmara Agro 4.0, liderada pelo Mapa e pelo MCTI, tem como objetivo promover ações de expansão da internet no campo e a aquisição de tecnologias e serviços inovadores no ambiente rural.
O Programa Agro 4.0 da ABDI foi listado, na última reunião, como uma das iniciativas acompanhadas pela Câmara.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, destaca a importante missão de levar conectividade ao campo, aliada às novas tecnologias.
“O Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT.Br) é estratégico para a inovação e competitividade do Brasil em setores como o agronegócio, saúde, indústria, turismo e cidades inteligentes, que foram as áreas definidas como prioridades pelo MCTI no âmbito do Plano”, explicou.
“Dentro do agronegócio, as aplicações da Internet das Coisas e outras tecnologias 4.0 vão desde a coleta de dados para a melhoria do solo até a aplicação precisa de defensivos, por exemplo”.






