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Mercosul e Efta fecham acordo de livre comércio; entenda

Mercosul e Efta fecham acordo de livre comércio; entenda

Assinado na última sexta-feira, o acordo comercial entre Mercosul e EFTA pretende derrubar fronteiras e aproximar as economias dos países envolvidos.

Seguindo os planos de abertura econômica do Brasil, mais um bloco econômico assinou um acordo comercial. Saiba quem são os envolvidos e qual a sua importância

Assinado na última sexta-feira, o acordo comercial entre Mercosul e EFTA pretende derrubar fronteiras e aproximar as economias dos países pertencentes aos blocos econômicos. De acordo com representante do governo as negociações iniciadas em junho de 2017 estão próximas de um desfecho positivo.

“Quem quer comprar remédios mais baratos?!” Não. Não é propaganda de uma farmácia. Pelo menos ainda não. É uma possibilidade de barateamento após a assinatura de acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (ou EFTA – European Free Trade Association), ocorrida na última sexta-feira. Este acordo faz parte da tentativa de abertura da economia dos países que compõem nosso bloco econômico com diversos países e outros blocos ao redor do globo. Com o acordo, produtos como remédios

A principal função de acordos comerciais entre blocos econômicos é aumentar o fluxo de produtos entre os participantes, tendo em vista taxas mais competitivas visando o fortalecimento da economia dos envolvidos. Hoje o Mercosul responde pela quinta maior economia do mundo, com PIB aproximado de US$ 2,79 trilhões, enquanto os países integrantes do EFTA, mesmo pequenos, apenas em 2016 importaram cerca de US$333,4 bilhões, dos quais aproximadamente 1% foram brasileiras.

Quem é o EFTA?

Hojeo EFTA é composto por quatro países: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Os dois primeiros países representam cerca de 45% das exportações do Brasil ao bloco, focadas principalmente em produtos semimanufaturados, como alumínio e ouro. Na outra ponta, somos grandes importadores de produtos químicos e, principalmente, medicamentos.

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O bloco econômico europeu já possui acordos semelhantes  com países como Costa Rica, Panamá, Guatemala, México, Chile, Colômbia, Equador e Peru. Buscando um consenso, nos encontros para negociação são discutidos diversos pontos, como acesso ao mercado de bens, defesas comerciais, investimentos e telecomunicações, entre outros. Hoje, a EFTA é a nona maior potência quando o assunto é o comércio de bens e a quinta maior quando se trata de comércio de serviços, dados impressionantes para uma população que gira em torno de 14 milhões de habitantes.

Objetivo da união Mercosul-EFTA 

O apoio ao acordo com o EFTA representa mais um passo do governo brasileiro na tentativa de abertura de economia, firmando novas parcerias com grandes grupos econômicos. Foi o caso da União Europeia em junho. Na agenda do bloco sul-americano, ainda existem negociações com o Canadá, Cingapura e Coreia do Sul. Com o tratado, os produtos brasileiros se tornam mais competitivos ao redor do mundo, tendo em vista a tributação mais baixa para importadores estrangeiros. Já as mercadorias que chegam ao Brasil também chegam mais baratas pela reciprocidade com os países participantes do acordo.

O acordo também foi importante para os países europeus, tendo em vista que o bloco comercial vizinho, União Europeia, já possuía condições melhores para negociações com os países americanos. O fluxo comercial entre os envolvidos vinha caindo ano após ano, partindo de US$7,7 bi em 2014 para US$4,6bi no ano passado, cenário este que deve voltar a crescer. O Ministério da Economia prevê que o acordo representará uma elevação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em US$5,2 bilhões em 15 anos. Ainda, as tarifas aplicadas pelos países integrantes do EFTA aos produtos industriais brasileiros devem ser imediatamente eliminadas.

Barreiras

Assinado o acordo, o texto precisa ser aprovado pelas casas legislativas tanto dos países do Mercosul quanto do EFTA.  Algumas barreiras devem ser enfrentadas, como o fato de que a Suíça possui receios quanto a patente de seus remédios, enquanto o bloco sul-americano busca mais espaço para os seus produtos agrícolas, uma de suas principais forças econômicas.

Outra questão delicada foram as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro em referência a Noruega, que renderam ao Brasil a suspensão dos repasses noruegueses ao Fundo Amazônico. Além deste obstáculo, representantes do agronegócio suíço também já iniciaram articulações para tentar barrar a entrada de produtos que representem competitividade aos produtores europeus.

De acordo com a CNI, o Brasil tem a oportunidade em mais de 500 grupos de produtos para exportar ao EFTA, segundo maior parceiro do País em serviços, destacando-se arrendamentos e serviços de transporte marítimos.

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