Os índices S&P Global e Dow Jones informaram nesta sexta-feira (4) que estão deixando de negociar ações russas listadas na bolsa de Nova York. Esta é mais uma medida de isolamento da Rússia do mercado financeiro internacional.
De acordo com a CNBC, a gota d´água que provocou essa remoção foi o ataque promovido pelas forças militares russas a uma usina nuclear na Ucrânia, que poderia ter provocado um acidente nuclear sem precedentes.
Ações russas: saiba quais deixam de ser negociadas
Na bolsa de Nova York, serão interrompidas a partir da próxima quarta-feira (9), a negociação dos ETFs russos: Franklin FTSE Russia ETF (FLRU), iShares MSCI Russia ETF (ERUS) e Direxion Daily Russia Bull 2X Shares (RUSL).
Ainda de acordo com a CNBC, as ações russas estão entrando em colapso desde a crise com a Ucrânia – agora uma guerra em curso. Os fundos negociados em bolsa que acompanham ações russas despencaram 33,4% na terça-feira, considerado o pior dia.
Retrocesso
A Guerra da Ucrânia está provocando o ressurgimento de um cenário econômico que não se via desde o fim da União Soviética, em 1991. Matéria da Bloomberg informa que está em curso um êxodo em massa de empresas da Rússia, revertendo três décadas de investimento por empresas ocidentais, que decidiram aportar no país com o fim do bloco socialista.
Segundo matéria da agência, os grandes investimentos desde então vieram por meio das gigantes do setor de petróleo e gás natural. A britânica BP, considerada maior investidora no país euro-asiático informou no fim de semana que estava abandonando uma fatia de 20% que possuía em uma parceria com a russa Rosneft.
Esse movimento poderia provocar à companhia russa uma queda na produção para um terço do que é atualmente. Isto porque a saída da BP representa também um desinvestimento de US$ 25 bilhões. A fatia que era da BP pode ser vendida para a própria Rosneft ou então a outros investidores privados.





