A bolsa de valores brasileira vive dia de grande volatilidade, alternando valorizações e quedas desde a abertura. Às 15h20, o Ibovespa tinha alta de 1,01%, aos 96.261,70 pontos.
Ontem, o índice despencou 4,25%, se afastando fortemente dos recentes 100 mil pontos que tinha recuperado no mês.
O dólar é cotado a R$ 5,7716, com alta de 0,18%.
Os mercados ainda se orientam pela evolução da Covid-19 e pelas eleições no EUA. Mas ajudaram nas ocilações a divulgação da prévia do PIB dos EUA e a sinalização do Banco Central Europeu de que pode reforçar os estímulos em dezembro. Ao final da reunião de hoje, o banco disse que pode recalibrar instrumentos para “garantir que as condições financeiras permaneçam favoráveis”, a fim de sustentar a recuperação econômica.
No Brasil, o mercado repercute o encerramento da reunião do Copom, que confirmou a manutenção da Selic nos atuais 2% e reforçou que o choque da inflação segue sendo encarado como um fenômeno temporário.
Mais cedo, a FGV divulgou o resultado do IGP-M de outubro, que avançou 3,23%, acima das estimativas do mercado, porém abaixo do registrado em setembro, de 4,34%. No ano, o índice acumula alta de 18,10% e em 12 meses, 20,93%.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje que não há sinais de segunda onda do coronavírus no Brasil. Mas, se acontecer, o país terá condições de enfrentá-lo. Alertou que, com a aprovação das reformas, haveria mais fôlego para isso.
No campo político, mais uma polêmica com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ontem, ele teria sido cobrado pelo presidente do Banco Central pela votação das reformas, ao que teria respondido que são os aliados do próprio governo que vêm obstruindo as votações.
Como o teor da conversa repercutiu na imprensa, Maia primeiro acusou Roberto Campos Neto de vazar as informações. Depois de desmentido do próprio Campos Neto por telefone, Maia voltou atrás e reafirmou confiança no presidente do BC.

Reprodução/Twitter
Exterior
A prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre dos EUA teve avanço de 33,1%, desempenho superior ao esperado pelo mercado, que era de 31%.
Esse foi o maior crescimento do PIB americano da história, porém foi precedido de uma retração, igualmente histórica, de 31,4% no segundo trimestre, quando os efeitos da pandemia atingiram seu auge.
O presidente Donald Trump foi ao twitter para comentar o “maior e melhor” resultado da história e comemorou o fato de o resultado sair antes de 3 de novembro, data final da conturbada eleição presidencial.

Outro dado positivo foram os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA, que vieram um pouco melhor do que o esperado: 751 mil, ante projeção de 778 mil.
Após o fechamento dos mercados em Nova York, saem os resultados das gigantes de tecnologia Google, Apple, Facebook e Amazon.
Europa e Ásia
De volta ao continente europeu, a libra registra ganhos à medida que os negociadores da União Europeia e do Reino Unido avançam na resolução de alguns itens críticos, aumentando as esperanças de que um acordo definitivo para o
A Ásia fechou em queda, apenas com China tendo leves ganhos hoje. Por lá, os investidores buscam confirmar a recuperação acelerada da segunda maior economia do mundo através dos resultados corporativos. O iene registrou uma pequena queda depois que o Banco do Japão manteve sua taxa de juros e as compras de ativos inalteradas.
*Com Filipe Teixeira, da Wisir.
Veja as cotações às 14h:
Mercados de Nova York
- S&P: +0,93%
- Nasdaq: +1,46%
- Dow Jones: +0,30%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: +0,32%
- FTSE, Reino Unido: -0,02%
- CAC, França: -0,03%
- FTSE MIB, Itália: -0,14%
- Stoxx 600: -0,15%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: -0,37%
- Xangai, China: +0,11%
- HSI, Hong Kong: -0,49%
- ASX 200: -1,61%
- Kospi, Coreia: -0,79%
Petróleo
- WTI (dezembro 2020): US$ 35,90 (-3,99%)
- Brent (janeiro 2021): US$ 37,44 (-4,29%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.869,90 (-0,49%)






