O mercado reage nesta quinta-feira (18) a um Federal Reserve (Fed) dovish e a um Comitê de Política Monetária (Copom) hawkish.
O Ibovespa opera em queda de 0,64%, aos 116.385,09 pontos.
Enquanto o Fed manteve a tranquilidade e os juros nos EUA, o Copom promoveu uma alta considerada surpreendente, para 2,75%. E já avisando que, em maio, vem mais 0,75 ponto porcentual, o que vai elevar a taxa de juros para 3,50%. Isto depois de sete meses mantendo a taxa de juros em 2%. Vale lembrar que a Selic não subia no País desde 2015.
No Brasil, dólar e juros futuros devem cair hoje. Resta saber se a bolsa se empolgará com a provável migração de capital estrangeiro para o mercado brasileiro. Ou se sentirá ameaçada pela renda fixa. Mas essa mexida na Selic mira mesmo é no controle da inflação, que vinha saindo dos trilhos.
Após o comunicado do Copom, o BTG Pactual (BPAC11) elevou sua projeção para a Selic ao final de 2021 de 4,5% para 5%. Mesmo com as elevações já projetadas para o ano, o banco acredita que a Selic não deve tornar o rendimento da renda fixa atrativo o suficiente para reverter o fluxo positivo de investidores para a bolsa.
Segundo o último Boletim Focus, a Selic deve fechar o ano em 4%. Mas a curva de juros e algumas casas de análise projetavam até ontem (17) Selic em 6% ou até mais.
Em indicadores, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) que reajusta o aluguel, acelerou 2,98% na segunda prévia de março, ante 2,29% no mesmo período de fevereiro. E ficou acima do consenso de 2,40%.
Há ainda uma lista grande de balanços no dia, com C&A (CEAB3), Cury (CURY3), Cyrela (CYRE3), Grupo Soma (SOMA3), Hapvida (HAPV3), Melnick (MELK3), Plano & Plano (PLPL3), Technos (TECN3), Tecnisa (TCSA3), Ticket For Fun (SHOW3), Unidas (LCAM3) e Valid (VLID3).
Destaques no Exterior
Ontem (17), as bolsas americanas tiveram novos recordes após o Fed apontar que o juro perto de zero está garantido pelos próximos dois anos, assim como o forte programa de recompra de títulos, mesmo se a inflação ficar acima da meta.
Com isso, o rendimento dos papéis do governo recuaram, depois de alcançar a máxima em 13 meses, chegando a 1,68%. Pós Fed, a taxa recuou para 1,62%, e fechou o dia perto em 1,64%.
Hoje, dando sequência à semana dos bancos centrais, quem definiu taxa de juros foi o Banco da Inglaterra, que manteve os juros em 0,1% ao ano por unanimidade. Amanhã, é a vez do Japão.
Em indicadores, destaque para os novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA, que ficaram em 770 mil, acima dos 725 mil da semana passada e também acima da projeção de 700 mil.
A balança comercial da zona do euro registrou um superávit de € 6,3 bilhões, em comparação com € 1,5 bilhões em janeiro de 2020. A China segue como principal parceiro comercial da região.
Veja as cotações às 15h15:
Mercados Nova York
- S&P: -0,67%
- Nasdaq: -1,83%
- Dow Jones: +0,13%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: +1,25%
- FTSE, Reino Unido: +0,21%
- CAC, França: +0,23%
- FTSE MIB, Itália: +0,40%
- Stoxx 600: +0,43%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: +1,01%
- Xangai, China: +0,51%
- HSI, Hong Kong: +1,28%
- ASX 200, Australia: -0,73%
- Kospi, Coreia: +0,61%
Petróleo
- Brent (maio 2021): US$ 65,32 (-3,93%)
- WTI (abril 2021): US$ 61,86 (-4,24%)
Ouro
- Ouro futuro (abril 2021): US$ 1.728,90 (-0,10%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 167,50 (-0,03%)






