O Ibovespa opera em alta de 0,23%, aos 122.118 pontos nesta segunda-feira (17).
Nesta manhã, uma nova rodada de atualizações econômicas do Boletim Focus trouxe elevações nas projeções de alta da inflação medida pelo IPCA, em 2021, para 5,15%; assim como do PIB, que deverá avançar 3,45%.
Com a expansão das expectativas para este ano, os economistas consultados pelo Banco Central, para o tradicional documento, já passam a projetar juros maiores para 2022, com a projeção para Selic passando de 6,25% para 6,50%.
Mais indicadores:
- Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 3,24% em maio, acima da mediana das projeções, que era de 2,72%. No mês anterior, o índice havia apresentado taxa de 1,58%. Com esse resultado, acumula alta de 12,70% no ano e de 35,91% em 12 meses. No mesmo mês do ano passado, o índice variara 0,07% no mês e acumulava 6,07% em 12 meses.
- Outro indicador divulgado pela FGV foi o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), que subiu 0,45% e acumula alta de 7,60% nos últimos 12 meses.
A temporada de balanços chega à reta final, com divulgação dos resultados do primeiro trimestre de Dimed/Panvel (PNVL3), Linx (LINX3), Focus Energia (POWE3), Meliuz (CASH3), Wine (WNBR3), Boa Vista Serviços (BOAS3), Mosaico (MOSI3), Cruzeiro do Sul (CSED3), Iochpe-Maxion (MYPK3), Hermes Pardini (PARD3) e Rede D’Or (RDOR3). O dia tem ainda estreia de GetNinjas na B3.
Destaques políticos
Atenção também em Brasília, quando acontecem os depoimentos à CPI da Covid do ex-ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo (na terça), e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (na quarta).
No domingo (16), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB-SP), morreu vítima de câncer, aos 41 anos. Quem assume em seu lugar é o vice Ricardo Nunes (MDB).
Destaques no Exterior
A semana começa com notícias da China, onde a atividade econômica cresceu a um ritmo mais lento em abril. A produção industrial cresceu 9,8% no mês passado, ante 14,1% de março. As vendas no varejo cresceram 17,7%, ante 34,2% de março. Os resultados ficaram abaixo da projeção do mercado.
Mas o grande destaque da semana fica por conta da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve, que deve reafirmar que a economia ainda demanda estímulos, como tem feito recorrentemente.
Os investidores buscarão no documento qualquer sinalização de redução de compra de ativos ou indicação de subida dos juros antes do previsto.
O Fed prega juro zerado até 2023, mas o mercado desconfia que o banco central americano terá que mexer na taxa antes disto, dados os últimos resultados da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor e o Índice de Preços ao Produtor, divulgados na última semana.
Veja as cotações às 15h15:
Mercados Nova York
- S&P: -0,53%
- Nasdaq: -0,99%
- Dow Jones: -0,29%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: +0,08%
- FTSE, Reino Unido: -0,08%
- CAC, França: -0,17%
- FTSE MIB, Itália: +0,49%
- Stoxx 600: +0,04%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: -0,92%
- Xangai, China: +0,78%
- HSI, Hong Kong: +0,59%
- ASX 200, Australia: +0,13%
- Kospi, Coreia: -0,60%
Petróleo
- Brent (julho 2021): US$ 68,98 (+0,39%)
- WTI (julho 2021): US$ 65,70 (+0,50%)
Ouro
- Ouro futuro (junho 2021): US$ 1.853,50 (+0,84%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 185,98 (+0,93%)






