O Ibovespa virou para o negativo e recua 0,28%, às 17h39, registrando 111.275 pontos.
A alta do preço do petróleo repercute com força no Brasil, onde o governo planeja um congelamento temporário dos reajustes enquanto durar a guerra na Ucrânia.
Estava programada para esta terça-feira (8) mais uma rodada de discussões sobre um projeto para contornar os reajustes dos combustíveis – a estatal já está há 54 dias sem reajustar o preço dos combustíveis, enquanto o preço do petróleo não para de subir. E a defasagem já chega a 40%. Porém, a reunião terminou sem uma decisão, segundo matéria do Broadcast.
A medida, no entanto, terá que passar pelo conselho de administração da Petrobras, onde deve receber forte resistência, já que os membros do conselho podem ser penalizados pessoalmente caso adotem medidas prejudiciais à empresa.
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Até mesmo a decretação do estado de calamidade pública vem sendo avaliada, o que liberaria os gastos públicos em ano eleitoral.
Em indicadores, o Índice de Preços ao Produtor, do IBGE, subiu 1,18% em janeiro, ante recuo de -0,08% em dezembro.
Hoje também saiu o IGP-DI, da FGV, que subiu 1,50% em fevereiro, com recuo dos 2,01% de janeiro.
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) subiu 2,92% em fevereiro de 2022, o que representa uma aceleração em relação à taxa de 1,86% registrada no mês passado.
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A inflação medida pelo IPC-S subiu 0,47% na primeira leitura de março e acumula alta de 8,73% nos últimos 12 meses.
Por fim, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) piorou pelo quarto mês consecutivo, cedendo 1,4 ponto em fevereiro, para 75,1 pontos, menor nível desde agosto de 2020 (74,8 pontos).
Ainda nesta terça, teve divulgação da Anfavea, sobre a produção e venda de veículos.
O número de licenciamentos de veículos totais no Brasil alcançou 129,9 mil em fevereiro, alta de 2,2% frente a janeiro de 2022, e queda de 22,8% ante fevereiro de 2021. Já o número de veículos produzidos marcou 165,9 mil ou alta de 14,1% frente a janeiro de 2021, bem como queda de 15,8% frente a fevereiro de 2021.
Mercados do exterior
Os mercados acompanham com atenção o começo de uma “guerra” de energia.
A Rússia ameaça cortar o gás da Europa, como retaliação a todas as sanções que vem sofrendo em decorrência da invasão da Ucrânia.
Os EUA anunciaram hoje uma proibição de importação de petróleo e gás da Rússia.
Nesse cenário, o preço do petróleo dispara, com impactos diretos na inflação de todos os países, Brasil incluso.
Paralelamente, a Ucrânia já soma dois milhões de refugiados. Para piorar, o Kremlin abriu um corredor humanitário que dá acesso a países pró-Rússia, quando a preferência da população que foge do conflito está em acessar a Polônia e, por sua vez, o Ocidente.
Em indicadores, hoje saiu a balança comercial de janeiro dos EUA. O déficit de bens e serviços foi de US$ 89,7 bilhões, com aumento de US$ 7,7 bilhões em relação ao déficit de US$ 82 bilhões de dezembro.
O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,3% no quarto trimestre de 2021 ante o trimestre anterior. O resultado veio em linha com as expectativas. Na comparação anual, o PIB europeu cresceu 4,6%.
No final da noite de hoje, a China divulga inflação ao consumidor e ao produtor de fevereiro.
Mercados de Nova York
- Dow Jones: -0,28%
- S&P: -0,42%
- Nasdaq: +0,04%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: -0,10%
- FTSE, Reino Unido: +0,05%
- CAC, França: -0,32%
- FTSE MIB, Itália: +0,79%
- Stoxx 600: -0,36%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: -1,71%
- Xangai, China: -2,35%
- HSI, Hong Kong: -1,39%
- ASX 200, Austrália: -0,83%
- Kospi, Coreia: -1,09%
Petróleo
- Brent (dezembro 2021): US$ 127,98 (+3,87%)
- WTI (novembro 2021): US$ 123,70 (+3,60%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 2.040,50 (+2,24%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 133,71 (+0,36%)





