Os mercados globais iniciam a manhã desta quinta-feira (1) em tendência de alta, apesar de ontem ter sido um dia de indefinições quanto ao pacote de estímulos nos Estados Unidos.
No Brasil, o Ibovespa futuro abriu em alta de 0,24%, aos 95.285 pontos.
A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, não conseguiram chegar a um acordo, embora ambos afirmem que as negociações continuam.
Mnuchin descartou o pacote de US$ 2,2 trilhões desenhado pelos democratas, mas havia prometido uma solução até hoje.
Nesta manhã serão anunciados os novos pedidos semanais de seguro-desemprego pelo Departamento do Trabalho.
São aguardadas mais 850 mil reivindicações, ante 870 mil da semana passada. Se confirmada, será a quinta semana seguida com pedidos abaixo de 1 milhão.
Amanhã (2) sai o payroll, folha de pagamentos não-agrícola, considerada o dado oficial de emprego nos EUA.
Europa: novo lockdown na Espanha
A Europa também segue prioritariamente em alta, acompanhando Nova York. Por lá, preocupa o novo avanço do coronavírus, com novas medidas restritivas.
Os residentes de Madri ficam proibidos de deixar a cidade, apenas para casos especiais. A recomendação é só sair de casa para trabalho, estudo, tratamento médico ou compras essenciais. A região de Madri responde por um terço dos mais de 133 mil novos casos da doença diagnosticados nos últimos 14 dias.
Em indicadores, o Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla e inglês) industrial da zona do euro veio em linha com o que aguardava o mercado. Ficou em 53,7 pontos, ante 51,7 de agosto. Vale lembrar que pontuações acima de 50 indicam avanço da atividade econômica; e o contrário indica contração.
O PMI industrial da Alemanha, maior economia da região, teve avanço de 52,2 para 56,4 pontos. No Reino Unido, separado da União Europeia desde o Brexit, a leitura foi de 54,1, com avanço na comparação com agosto, quando registrou 55,2. As informações são da IHS Markit.
Hoje ainda saem os resultados de PMI dos EUA e do Brasil.
Ásia: feriados e falha técnica
Na Ásia, bolsas fechadas na China, Hong Kong, Coreia do Sul e Taiwan. A bolsa do Japão interrompeu as negociações por uma falha técnica na noite de ontem.
Destaques no Brasil
O vai e vem do Renda Cidadã prossegue hoje, com a repercussão da reunião misteriosa de ontem à noite entre o presidente Jair Bolsonaro e a equipe econômica.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou publicamente a ideia de buscar fundos para o programa assistencial nos precatórios (dívidas judiciais do governo), desqualificando a sugestão como um “puxadinho”, ou seja, uma solução mal arranjada, que não se sustenta no longo prazo.
O líder do Governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), no entanto, continua a garantir que fundos da educação (Fundeb) e precatórios serão os financiadores do Renda Cidadã.
Veja as cotações às 9h15:
Mercados futuros de Nova York
- S&P: +1,02%
- Nasdaq: +1,40%
- Dow Jones: +0,94%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: +0,23%
- FTSE, Reino Unido: +0,59%
- CAC, França: +0,96%
- FTSE MIB, Itália: +0,87%
- Stoxx 600: +0,70%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: fechado por falha técnica
- Xangai, China: fechado por feriado
- HSI, Hong Kong: fechado por feriado
- ASX 200, Austrália: +0,98%
- Kospi, Coreia: fechado por feriado
Petróleo
- WTI (novembro 2020): US$ 39,47 (-1,84%)
- Brent (dezembro 2020): US$ 41,61 (-1,63%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.904 a onça-troy (+0,49%)






