Uma novidade anunciada tempos atrás começou a ser implantada no Brasil e avançou mais uma fase. Estamos falando do open banking, um sistema de compartilhamento de informações financeiras que pretende revolucionar o mercado financeiro brasileiro. Sobretudo no que se refere à relação entre consumidores e instituições financeiras.
Este artigo falará melhor sobre esse tema e como alguns serviços financeiros serão radicalmente alterados pela chegada da novidade. Lendo o texto, você saberá de quais serviços estamos falando. Dessa forma, conhecerá melhor os detalhes e poderá se preparar para a novidade. Por fim, falaremos sobre as fases de implantação e qual é o estágio atual.
Preparado para o conteúdo? Então tenha uma boa leitura!
Quais são os 5 serviços que mudarão com a chegada do open banking?
Com uma tecnologia totalmente integrada, o open banking fornecerá um ambiente de transações extremamente ágil e poderoso. Com isso, as relações comerciais e financeiras de consumidores com as instituições e empresas certamente será alterada. Acompanhe a seguir cinco serviços tradicionais que devem ser impactados pela adoção do novo modelo.
1. Oferta de crédito
Com todo o aparato tecnológico proporcionado pelo open banking, o modo como o crédito é ofertado pelas instituições certamente passará por uma revolução. Estando todas interligadas em um mesmo ecossistemas, as entidades financeiras precisarão melhorar suas ofertas de recursos para serem preteridas pelos consumidores.
Se hoje ainda é trabalhoso fazer uma comparação de taxas de juros e custos embutidos em várias instituições diferentes, com o open banking a realidade será outra. De modo muito simples e rápido, diversas comparações podem ser feitas e o consumidor pode escolher aquela que mais lhe agrada. Isso significa um aumento da competição e (quem sabe) menores taxas.
2. Comparação de tarifa bancária
Esse certamente será um aspecto muito comemorado pelos clientes brasileiros tão acostumados com serviços bancários nem sempre bem prestados. Há muita reclamação que as cestas de serviços são caras e que não entregam um valor a altura. Não é difícil encontrar quem queira mudar de instituição, mas não o faz por medo de encontrar coisa pior.
Ainda que a qualidade dos serviços seja questionada, pelo menos será possível comparar o preço que se paga. O mercado já vive uma mini revolução nesse sentido com alguns bancos e corretoras não cobrando por serviços básicos. O mercado tradicional terá que se reinventar para não ser prejudicado pela mudança que bate à porta.
3. Tomada de empréstimos e financiamentos
Se a oferta de crédito é diferente, a tomada de empréstimos e financiamentos também o será. Como a base tecnológica do open banking é muito forte (e precisa ser), o processo de contratação de operações de empréstimos e financiamentos deverá ocorrer em um formato diferente, com muito mais celeridade.
Ainda não foi explicitado em todos os detalhes a forma como o procedimento se dará. A depender da integração tecnológica, pode ser que a operação ocorra sem nem mesmo o cliente precisar se dirigir à instituição. Por meio de técnicas como a assinatura virtual, toda a papelada pode ser assinada e o dinheiro será liberado em poucos instantes.
4. Comércio eletrônico
Outro aspecto nem tanto falado assim e que sofrerá muito impacto com a chegada do modelo open banking é o setor de comércio eletrônico, o e-commerce. O principal aspecto certamente será quanto à concretização das compras, ou seja, o momento de efetivar a transação de pagamento.
Hoje é preciso escolher uma forma de pagamento para comprar um item e acionar a instituição, ou a administradora de cartões de crédito. Com o open banking, essa operação poderá se dar diretamente entre comprador e plataforma. A ideia é que o ambiente de pagamento seja integrado, permitindo concretizar a compra de forma (ainda) mais acelerada.
5. Consumo nas redes varejistas
Sim, o comércio físico também será impactado pelas mudanças do open banking. Além das transações poderem ocorrer de modo integrado, as grandes redes poderão ter acesso aos perfis de seus consumidores e oferecer produtos financeiros. A prática já acontece de forma tímida e espera-se que isso seja potencializado com a implantação em definitivo do novo modelo.
A ideia é aproveitar a grande capilaridade que as redes varejistas mais tradicionais têm no país. Dada as grandes dimensões do Brasil, esse é um fator de grande vantagem competitiva. Com o novo modelo, locais pouco servidos pelos serviços financeiros poderão proporcionar aos seus habitantes um leque maior possibilidades.
Em qual estágio se encontra a implantação do open banking no Brasil?
A implantação do open banking no Brasil foi proposta de modo a cumprir 4 etapas. A primeira delas já passou e se deu no mês de fevereiro de 2021. Esse foi o momento de adesão ao sistema, que para as instituições financeiras foi obrigatório e opcional para as demais entidades do mercado financeiro.
A segunda etapa aconteceu recentemente sendo marcada pela customização do sistema. A fase foi marcada pelo início da participação do consumidor, quando pode ser decidido se seus dados podem ser compartilhados ou não. Além disso, melhorias no desenvolvimento da parte técnica foram postas em prática.
Ainda no mês de agosto do corrente ano, entra em cena também a fase da autonomia. Nessa etapa, alguns serviços já ficam disponíveis ao consumidor. Um exemplo são os pagamentos e acesso a diversas propostas de crédito de diferentes instituições financeiras. Vale ressaltar que apenas pagamentos via PIX serão aceitos devido ao escalonamento. Apenas em 2022 outras modalidades serão aceitas.
Por fim, teremos a etapa de evolução do sistema. Seu início está previsto para o mês de dezembro de 2021, durando até o mês de maio de 2022. Nessa fase da implantação ocorrerá a ampliação do open banking, com a oferta de vários tipos de operações, como câmbio, seguros, investimentos e previdência, por exemplo. Também será possível compartilhar informações de contas-salário.
O sistema de open banking representa uma grande revolução no mercado financeiro brasileiro. Sua proposta de implantação é bem mais sofisticada do que foi em outros países, denotando a criatividade e competência do povo brasileiro. Pelo andar da carruagem, o sistema tem tudo para ser tão bem-sucedido quanto outra iniciativa do Banco Central, o PIX. Continuando nesse ritmo, logo logo a população do país estará completamente bancarizada.
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