As vendas no varejo dos EUA recuaram 0,9% em maio, resultado pior que o previsto por analistas, segundo dados divulgados nesta terça-feira (17) pelo Departamento de Comércio.
A queda foi impulsionada principalmente pela menor procura por veículos, com consumidores já menos preocupados com possíveis aumentos de preços relacionados a tarifas. Além disso, o recuo nos preços da gasolina contribuiu para reduzir as receitas nos postos de combustíveis.
O número de abril foi revisado para baixo, mostrando um recuo de 0,1%, em vez do pequeno avanço de 0,1% relatado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters estimavam uma queda de 0,7% em maio, com previsões variando entre -1,7% e +0,3%.
Vendas no varejo refletem desafios no consumo e no ambiente econômico
Apesar da retração, os gastos dos consumidores continuam sustentados pelo crescimento sólido dos salários. O dado núcleo das vendas — que exclui automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação — teve alta de 0,4% em maio, após queda revisada de 0,1% em abril.
A economia americana ainda enfrenta pressões externas e internas. As tarifas comerciais em vigor desde a era Trump continuam influenciando o ambiente de negócios, enquanto as tensões entre Israel e Irã impactam o mercado global de petróleo, elevando novamente os preços. Além disso, o clima mais frio do que o habitual pode ter atrapalhado a movimentação em diversos setores do varejo.
No cenário monetário, o Federal Reserve iniciou nesta terça-feira uma reunião de dois dias, com expectativa de manter a taxa de juros entre 4,25% e 4,50%. A autoridade monetária segue atenta aos efeitos das tarifas comerciais e à instabilidade geopolítica.
Produção industrial também mostra retração em maio
Complementando os sinais de desaceleração, a produção industrial dos Estados Unidos caiu 0,2% em maio, após uma leve alta de 0,1% em abril.
A manufatura cresceu 0,1% no mês, assim como o setor de mineração, mas os serviços essenciais registraram queda de 2,9%. O uso da capacidade instalada da indústria recuou de 77,7% em abril para 77,4% em maio.






