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Venda de casas usadas cai 2,4% nos EUA em junho, com preço em máxima histórica

Venda de casas usadas cai 2,4% nos EUA em junho, com preço em máxima histórica

Preço mediano das residências atingiu máxima histórica, mas salários crescem mais rápido e melhoram a acessibilidade, diz Lawrence Yun

As vendas de casas usadas nos Estados Unidos caíram 2,4% em junho de 2026, segundo dados divulgados pela NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis, na sigla em inglês). O indicador é um dos termômetros mais acompanhados do mercado imobiliário americano.

O mapa do mês mostrou o país andando em direções opostas. Na comparação mensal, só o Nordeste registrou alta, com Meio-Oeste, Sul e Oeste em queda.

Frente a junho do ano passado, a fotografia se inverte: as três regiões que recuaram no mês avançaram na base anual, enquanto o Nordeste ficou estável.

Para o economista-chefe da NAR, o sobe e desce tem endereço certo.

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“O vaivém na atividade mensal de vendas, provocado por flutuações leves nas taxas hipotecárias, mostra como os compradores estão sensíveis às condições de acessibilidade”, afirmou Lawrence Yun.

O mercado de trabalho, no entanto, joga a favor: “os ganhos de emprego — mais de meio milhão desde o início do ano — continuarão dando suporte ao mercado imobiliário”.

Preço recorde, oferta escassa

O detalhe curioso do relatório é que pagar caro nunca foi tão comum — e, ainda assim, ficou um pouco mais fácil.

“O preço mediano dos imóveis atingiu uma máxima histórica. Mesmo assim, a acessibilidade está melhor do que há um ano, porque o crescimento dos salários vem superando o dos preços”, explicou Yun.

A conta, porém, só fecha se houver casa para vender.

“Sem ganhos consistentes de estoque, os preços podem acelerar. É fundamental trazer mais oferta ao mercado para ampliar a oportunidade de acesso à casa própria”, alertou o economista da NAR.

O levantamento mede vendas e preços de casas unifamiliares usadas em todo o país, incluindo condomínios e cooperativas habitacionais, com recortes para as quatro grandes regiões. A próxima leitura, referente a julho, sai em 11 de agosto, às 10h do horário do leste dos EUA (11h de Brasília).

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