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UBS ‘absorve’ Credit Suisse e chega a US$ 5 tri sob gestão; veja o que muda

UBS ‘absorve’ Credit Suisse e chega a US$ 5 tri sob gestão; veja o que muda

O UBS (United Bank of Switzerland) foi a instituição financeira que se apresentou para adquirir o Credit Suisse, banco de investimentos que chegou perto de quebrar.

Essa “fusão” levará a adquirente a se tornar a terceira maior instituição financeira da Europa, com pouco mais de US$ 1,5 trilhão em investimentos.

A preocupação, porém, está em segurar seus clientes, visto que o movimento corporativo não foi bem-visto por todos os agentes do mercado.

Ainda assim, foi um movimento necessário para conter uma contaminação no setor, bem como assegurar o patrimônio dos investidores, e dar garantias reais aos produtos e serviços que regem o segmento.

A razão é que qualquer desconfiança por parte dos traders poderia provocar uma corrida aos bancos e saques pontuais que, neste cenário, colocaria em risco todo o ambiente financeiro.

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Em um primeiro momento isto até aconteceu, mas autarquias ligadas ao Federal Reserve (Fed, banco central americano) interviram a tempo.

A autoridade monetária assumiu o Credit Suisse, abriu um banco para redirecionar as operações e começou a procurar um comprador para a instituição.

Enquanto promovia essa correção, tanto o presidente do Fed, Jerome Powell, quanto o presidente do país, Joe Biden, se pronunciaram publicamente para acalmar os traders.

Contido o rombo e passado o susto, o Credit Suisse agora entra em uma nova fase, que é deixar de existir, sendo totalmente incorporado pelo UBS que, com isso, “engorda” consideravelmente.

Imagem mostra o Credit Suisse.

UBS: a aquisição

O UBS se apresentou para adquirir o Credit Suisse encorajado por agentes financeiros norte-americanos e suíços.

Os banqueiros suíços, inclusive, foram cruciais para aditivar uma corporação que tivesse o calibre necessário para se colocar na linha de frente.

Para isso, o UBS desembolsou US$ 3,25 bilhões – valor da aquisição. A adquirente já era considerada a maior instituição financeira suíça.

A expectativa, agora, é de que o “novo banco” torne-se líder em depósitos, com 333 bilhões de francos suíços, e em empréstimos, de 307 bilhões de francos.

Para a aquisição, ficou acordado que os acionistas do Credit Suisse receberiam 1 ação do UBS para cada 22,48 ações do Credit Suisse detidas, equivalente a 0,76 franco suíço (CHF) por ação.

Isso corresponde, aproximadamente, a 3 bilhões de francos suíços e, além disso, a adquirente calcula redução de custos de US$ 8 bilhões até 2027.

Para especialistas, é muito provável que essa fusão empurre as demais instituições financeiras para uma reestruturação forçada.

Isso, de certa maneira, é até um alívio na perspectiva dos investidores. Há muito que o mercado tem um pé atrás devido a casos muito emblemáticos, como o Lehman Brothers.

Este foi o maior banco dos EUA, à época, e faliu em 2008 deixando um rastro de desconfiança. Porém, como o mercado financeiro vem crescendo exponencialmente, os traders deixam os temores de lado aproveitando alguns mecanismos de proteção, como contratos de hedge.

Trata-se de um recurso que “freia” a operação em um determinado limite, para cima ou para baixo. Ele é essencial, porém, limita também a possibilidade de ganhos por parte do investidor.

Organograma

Apesar de absorver o Credit Suisse, o UBS não poderá manter boa parte de seu quadro de funcionários. A expectativa é que cerca de 40 mil pessoas sejam demitidas.

Isso porque, como qualquer organização, a adquirente precisará ajustar sua folha de pagamento, bem como reavaliar a necessidade de escritórios corporativos e outros passivos.

É provável que os endereços do próprio UBS nas principais capitais do mundo precisem de expansão. Porém, as unidades que pertenciam ao Credit Suisse serão devolvidas ou vendidas.

Neste momento, antes dos cortes, ambas as instituições possuem, conjuntamente, 120 mil funcionários.

O presidente-executivo do UBS adiantou no último domingo que a corporação precisa enxugar a operação em quase US$ 10 bilhões. Essa informação mostra o quadro-geral e dá o tom do que virá pela frente.

A associação que representa a categoria bancária, na Suíça, já protestou afirmando que, nesse patamar, fica impossível absorver os cortes.

Algumas agências de rating já estão reajustando a visão para o UBS, passando para uma perspectiva negativa. Isso coloca em risco as operações da instituição.

Inclusive, no caso do Credit Suisse, foi uma atualização de rating que levou alguns grandes clientes a sacarem investimentos, colapsando o banco.

Conheça os maiores bancos suíços

  • 1º – UBS (United Bank of Switzerland)
  • 2º – Credit Suisse
  • 3º – Raiffeisen Switzerland Group
  • 4º – Zurich Cantonal Bank (Zürcher Kantonalbank)
  • 5º – Postfinance

Desde a derrocada do Credit Suisse, na última semana, até o UBS entrar em cena, tanto as bolsas norte-americanas quanto o dólar têm refletido, negativamente. O mercado espera, a partir de agora, um movimento de correção.