Silvio Berlusconi, o bilionário magnata da mídia que foi primeiro-ministro da Itália por diversas vezes entre 1994 e 2011, morreu nesta segunda-feira (12). Ele tinha 86 anos.
Berlusconi morreu no Hospital San Raffaele, em Milão. No mês passado, ele havia sido internado por uma infecção pulmonar ligada à leucemia crônica.
A extensa carreira política de Berlusconi incluiu nomeações como primeiro-ministro italiano de 1994 a 1995, 2001 a 2006 e 2008 a 2011.
Ele trabalhou como membro do Parlamento Europeu desde 2019, onde também atuou de 1999 a 2001. Seu partido, Forza Italia, integra a coalizão de direita da primeira-ministra Giorgia Meloni.
Além de político, ele era o acionista controlador da maior emissora comercial da Itália, a Mediaset. Sua fortuna é estimada em cerca de US$ 7 bilhões.
Ele também foi dono do clube de futebol italiano AC Milan de 1986 a 2017.
Casado duas vezes e com cinco filhos, Berlusconi enfrentou diversos casos de escândalos sexuais e julgamentos sobre esquemas fiscais.
Ele foi condenado, mas depois inocentado, por exemplo, de abuso de uma dançarina de 17 anos. Na época, foi condenado a sete anos de prisão e banido de cargos públicos. Mas, dois anos depois, foi absolvido pelo mais alto tribunal da Itália.
O adeus a Berlusconi
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, disse que a “coragem” e a “determinação” de Berlusconi fizeram dele “um dos homens mais influentes da história italiana”.
“Essas qualidades permitiram que ele dobrasse o mundo da política, comunicação e empreendedorismo”, disse no Twitter.
O vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, descreveu Berlusconi como um “grande amigo” e reconheceu a “amizade”, “conselho” e “generosidade” do ex-líder.
O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, por sua vez, disse que a morte de Berlusconi deixa um “enorme vazio” e marcou o fim de uma era. “Eu o amava muito. Adeus, Silvio.”
“Silvio Berlusconi fez história neste país”, disse o ex-primeiro-ministro italiano Matteo Renzi no Twitter.
“Muitos o amavam, muitos o odiavam: todos hoje devem reconhecer que seu impacto na vida política, mas também econômica, esportiva e televisiva foi sem precedentes”, acrescentou.
Os líderes mundiais também compartilharam suas condolências. O presidente russo, Vladimir Putin, descreveu Berlusconi como um “verdadeiro amigo” e um político “excepcional”.
“Berlusconi será lembrado na Rússia como um defensor consistente e íntegro do fortalecimento das relações amistosas entre nossos países”, disse.
“Durante cada uma de nossas reuniões, fiquei literalmente impressionado com sua incrível vitalidade, otimismo e senso de humor. Sua morte é uma perda irreparável e uma grande tristeza”, disse Putin.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, compartilhou uma imagem em preto e branco de si mesmo apertando a mão de Berlusconi, com a mensagem: “O grande lutador se foi”.
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