A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (20) um projeto de lei bipartidário de gastos federais, enviando-o ao Senado poucas horas antes do prazo final da meia-noite para garantir o financiamento do governo federal e evitar o chamado shutdown. Porém, a proposta ainda terá de passar pelo Senado norte-americano.
O projeto prevê a manutenção dos níveis atuais de financiamento por mais três meses e inclui assistência a desastres e auxílio agrícola. Com o apoio de dois terços dos membros presentes, a medida recebeu significativo respaldo democrata e reflete o esforço conjunto dos partidos para evitar uma paralisação que poderia comprometer contracheques de centenas de milhares de funcionários federais às vésperas do Natal.
Apesar do caminho viável no Senado, conhecido por procedimentos que permitem a obstrução individual por parlamentares, há otimismo. Caso o projeto seja aprovado em sua forma atual, o presidente Joe Biden deverá sancioná-lo prontamente.
Shutdown: turbulência e pressão política
A votação na Câmara encerrou uma semana tumultuada no Capitólio. O presidente da Câmara tentou atender às demandas do ex-presidente Donald Trump, que, ao lado do bilionário Elon Musk, criticou severamente um plano inicial de financiamento negociado na quarta-feira. O impasse levou os republicanos a reformular a proposta ao longo de quinta-feira.
Trump, buscando evitar novos embates sobre o teto da dívida no início de um possível segundo mandato, insistiu que o acordo deveria incluir uma suspensão de dois anos do limite de endividamento federal. O tema, uma constante disputa em Washington, é tradicionalmente usado como arma política pela oposição.
Com a aprovação na Câmara, os olhos se voltam agora para o Senado, onde a decisão final determinará se o governo evitará uma paralisia governamental. Esta é a segunda vez em aproximadamente um ano que o governo dos EUA passa pelo risco de sofrer um shutdown.
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