O volume do setor de serviços no Brasil cresceu 1% no mês de setembro frente a agosto, com ajuste sazonal. A expectativa do mercado era por uma alta inferior, de 0,6%, após o recuo de 0,4% em agosto.
O setor renova o auge da série histórica e está 16,4% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020.
Em comparação com o mesmo período em 2023, sem ajuste sazonal, o volume cresceu 4,0%, sendo este o sexto resultado positivo consecutivo nesta comparação.
Já no acumulado anual, o segmento atingiu 2,9% frente ao período e o acumulado dos últimos doze meses cresceu 2,3%, com a taxa mais intensa desde abril de 2025 (2,5%).

Onde cresceu o setor de serviços?
No volume do setor houve crescimento em quatro das cinco atividades investigadas: profissionais, administrativos e complementares (1,4%); informação e comunicação (1,0%); transportes (0,7%) e serviços prestados às famílias (0,4%). A única queda de setembro foi em outros serviços (-0,3%).
Com ajuste sazonal, a média móvel trimestral do setor de serviços aumentou 0,3% no período encerrado em setembro em comparação ao trimestre finalizado em agosto.
Ainda no trimestre, quatro dos cinco setores expandiram: informação e comunicação (0,8%); serviços prestados às famílias (0,5%); outros serviços (0,5%); e profissionais, administrativos e complementares (0,4%). A única retração do mês foi nos transportes (-0,4%).
Alta no setor de serviços é liderada por SP e RJ
Em 16 das 27 unidades da federação houve um aumento no volume de serviços em setembro de 2024, em comparação a agosto, na série com ajuste nacional.
Os principais impactos positivos vieram de São Paulo (1,0%) e Rio de Janeiro (2,6%), seguidos por Amazonas (8,2%), Rio Grande do Sul (1,9%), Minas Gerais (0,8%) e Distrito Federal (2,5%). Já as principais influências negativas vieram da Bahia (-2,7%), Mato Grosso (-1,8%) e Ceará (-2,0%).
Atividades no setor de turismo avançam
No mês, o índice de atividades turísticas cresceu 0,5% frente a agosto. O segmento se encontra 8,1% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 0,2% abaixo do ponto mais alto da série, em fevereiro de 2014.
Em 6 dos 17 locais pesquisados teve crescimento, sendo a maior contribuição do Rio de Janeiro, (14,9%), devido a um festival musical de grandes proporções.
Do lado oposto, os principais recuos foram em São Paulo (-1,0%) e Bahia (-4,9%), seguidos por Goiás (-4,9%) e Santa Catarina (-3,1%).
Transportes e cargas aumentam
Em setembro, o volume de transporte de passageiros cresceu 2,1% no país frente a agosto, se encontrando 0,7% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 22,1% abaixo do ponto mais alto da série histórica (fevereiro de 2014).
O volume no transporte de cargas também não ficou para trás e avançou 0,4% em setembro. O setor está 7,2% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023) e 33,2% acima de fevereiro 2020 (pré-pandemia).
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