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Produção industrial recua e vem abaixo do esperado pelo mercado

Produção industrial recua e vem abaixo do esperado pelo mercado

A produção industrial brasileira recuou 0,1% em fevereiro, frustrando expectativas do mercado. Saiba mais sobre os dados do mês!

A produção industrial brasileira apresentou um recuo de 0,1% em fevereiro de 2025 na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado frustrou as expectativas do mercado, que projetava uma alta de 0,2%. Apesar da retração mensal, o setor industrial ainda acumula crescimento de 1,5% em relação a fevereiro de 2024 e avanço de 2,6% nos últimos 12 meses.

Cinco meses sem crescimento expressivo

O desempenho negativo de fevereiro reforça a tendência de estagnação da produção industrial nos últimos meses. Desde outubro de 2024, o setor não registra crescimento significativo, acumulando uma perda de 1,3% no período. De acordo com o IBGE, fatores como o aperto na política monetária, a depreciação cambial e a alta da inflação têm impactado negativamente o setor.

Setores mais afetados pela queda

Entre os 25 ramos industriais analisados, 14 registraram retração na produção. Os setores mais afetados foram:

  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,3%)
  • Produtos de madeira (-8,6%)
  • Veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%)
  • Equipamentos de informática e eletrônicos (-1,5%)

O setor farmacêutico teve a maior queda, interrompendo dois meses seguidos de expansão. A redução na produção foi atribuída à volatilidade do setor, às férias coletivas em algumas unidades e à base de comparação elevada dos meses anteriores.

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Setores em alta minimizam impacto

Apesar do recuo geral, algumas atividades industriais apresentaram crescimento e ajudaram a minimizar as perdas. Entre os destaques positivos estão:

  • Indústrias extrativas (+2,7%)
  • Produtos alimentícios (+1,7%)
  • Produtos químicos (+2,1%)
  • Celulose e papel (+1,8%)

O setor de produtos alimentícios alcançou seu terceiro mês consecutivo de crescimento, acumulando alta de 4% no período. Já as indústrias extrativas reverteram a queda de 2,5% registrada em janeiro.

Cenário incerto para os próximos meses

A queda da produção industrial em fevereiro e a falta de um crescimento sustentável nos últimos meses acendem um alerta para o setor. A persistência de juros altos e o impacto da inflação na demanda das famílias são fatores que podem dificultar uma retomada mais expressiva.

Por outro lado, o crescimento acumulado no ano e a leve alta em alguns setores sugerem que ainda há espaço para reação ao longo de 2025. O comportamento do mercado externo, a política cambial e as decisões econômicas do governo serão determinantes para definir os rumos da indústria nos próximos meses.

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