Home
Notícias
Economia
Preço do petróleo terá chegado a um teto? Entenda o momento

Preço do petróleo terá chegado a um teto? Entenda o momento

De acordo com a Wood Mackenzie, o memorando de entendimento assinado na semana passada, estabelece as bases para um acordo abrangente a ser negociado nos próximos 60 dias

Após os Estados Unidos terem chegado a um possível acordo com o Irã, o preço do petróleo caiu firme – depois do Brent ter disparado em apenas um intervalo de três semanas. Para o instituto Wood Mackenzie, tudo indica que o valor da commodity teria chegado a um teto. No entanto, o relatório da casa de análise prevê que os preços levem meses para chegar ao patamar de antes da guerra e diz que a reabertura do Estreito de Ormuz é fundamental para a estabilização do mercado.

De acordo com a Wood Mackenzie, o memorando de entendimento assinado na semana passada, estabelece as bases para um acordo abrangente a ser negociado nos próximos 60 dias. Ambos os lados concordam que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto.

“No entanto, essas são negociações de alto risco para uma economia global que se encontra à beira do colapso após três meses de preços elevados da energia”, diz trecho do relatório.

As tensões ainda são muitas – principalmente devido à aparente rejeição de Israel às restrições à sua atuação em curso no Líbano, com diversos bombardeios sendo realizados por lá. Outros pontos de discórdia entre os EUA e o Irã giram em torno do momento e da forma de reabertura. O governo americano espera que o Estreito seja reaberto dentro de duas semanas a 30 dias; já a imprensa estatal iraniana afirmou que a reabertura ocorrerá “sob acordos iranianos”.

“A intenção do Irã de limitar o trânsito a sete horas em dias úteis demonstra que o país acredita ainda ter poder de barganha”, ressalta outro ponto do relatório.

Publicidade
Publicidade

Retorno dos preços estabilizados

A Wood Mackenzie reportou ainda que a retomada de preços considerados “normais” poderá levar meses. O primeiro passo para que isso ocorra é garantir aos navios – assim como às seguradoras – a passagem segura pelo estreito. O cálculo de risco para o trânsito de saída de embarcações retidas por semanas é mais complexo do que para o trânsito de entrada.

A análise feita pelo instituto sugere que o número de navios de todas as categorias que passam pelo estreito aumentou de pouco mais de dez por dia para um pico de 35 em 18 de junho, um número considerado promissor, mas ainda muito abaixo dos níveis pré-guerra.

“Assim que o estreito for reaberto, a demanda aumentará consideravelmente, desde refinarias desesperadas para elevar as taxas de utilização até operadores de armazenamento, refinarias e governos ansiosos para reabastecer os estoques comerciais e as reservas estratégicas de petróleo. Cerca de 60 milhões de barris de petróleo retidos em navios presos no Golfo chegarão rapidamente aos mercados consumidores assim que o estreito for considerado seguro para o trânsito”, diz outro trecho do relatório.

Leia também: