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PNAD Contínua: desemprego cai a 8% em junho, diz IBGE

PNAD Contínua: desemprego cai a 8% em junho, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 8,0% no trimestre encerrado em junho, de acordo com os dados da PNAD Contínua, divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE. Os números ficaram abaixo das projeções do mercado, de 8,2%, e do resultado de maio, que apontava uma desocupação de 8,3%.

Dados da PNAD Contínua em junho de 2023
Fonte: IBGE

O resultado também mostrou quedas em relação ao trimestre encerrado em março, cujo número era de 8,8%, e em relação a junho de 2022, que apontava desemprego de 9,3%.

O número absoluto no fim de junho era de 8,6 milhões de pessoas desocupadas no país, enquanto o número de ocupados chegou a 98,9 milhões, aumento de 1,1% na comparação trimestral e de 0,7% na anual.

“O segundo trimestre registrou recuo da taxa de desocupação, após crescimento no primeiro trimestre do ano. Esse movimento aponta para a recuperação de padrão sazonal desse indicador. Pelo lado da ocupação, destaca-se a expansão de trabalhadores na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais”, destaca a coordenadora de PNAD (Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE),Adriana Beringuy.

Dados da PNAD Contínua em junho de 2023
Fonte: IBGE

PNAD Contínua de junho: aumenta trabalho informal

A pesquisa também revelou que o contingente de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada chegou a 13,1 milhão de pessoas, subindo 2,4% (mais 303 mil pessoas) na comparação trimestral. Houve estabilidade na comparação anual.

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Já a quantidade de trabalhadores com carteira assinada no setor ficou estável no trimestre, totalizando 36,8 milhões de pessoas, mas com aumento de 2,8% (mais 991 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

A taxa de informalidade foi de 39,2% no segundo trimestre, ante uma taxa de 39,0% no primeiro trimestre, e de 40,0% no mesmo período de 2022. “O tipo de vínculo que se destaca como responsável pelo crescimento da ocupação vem de um dos segmentos da informalidade, que é o emprego sem carteira assinada”, acrescenta Adriana.

Em relação aos 5,8 milhões de trabalhadores domésticos, houve aumento de 2,6% no confronto com o trimestre anterior. Na comparação com o trimestre de abril a junho de 2022, o cenário foi de estabilidade.

O número de empregados no setor público (12,2 milhões de pessoas), por sua vez, cresceu 3,8% frente ao trimestre anterior. Quando se compara com o mesmo trimestre de 2022 houve alta de 3,1%, um acréscimo de 365 mil pessoas.

Na categoria dos trabalhadores por conta própria, formada por 25,2 milhões de pessoas, foi registrada estabilidade na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, o indicador, neste trimestre, apresentou uma redução de 491 mil pessoas.

PNAD Contínua: subutilização e desalento caem

A taxa composta de subutilização (17,8%) teve queda nas duas comparações: 1,0 p.p. no trimestre e 3,4 p.p. no ano. O total de pessoas subutilizadas chegou a 20,4 milhões, uma redução de 5,7% (menos 1.224 pessoas) em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, esse índice caiu 17,7% (menos 4.385 pessoas).

O contingente de pessoas desalentadas também diminuiu, ficando em 3,7 milhões. Frente ao trimestre anterior a redução foi de 5,1% (menos 199 mil pessoas) e, na comparação anual, de 13,9% (menos 593 mil pessoas). O percentual de desalentados na força de trabalho (3,3%) caiu 0,2 p.p. no trimestre e 0,5 p.p. no ano.

A população fora da força de trabalho ficou em 67,1 milhões, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior e crescendo 3,6% (mais 2,3 milhões de pessoas) quando comparada ao mesmo trimestre de 2022. 

PNAD Contínua: rendimento fica estável em junho

O rendimento real habitual (R$ 2.921) apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e expansão de 6,2% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 284,1 bilhões) também ficou estável na comparação com o trimestre anterior, mas subiu 7,2% na comparação anual (mais R$ 19 bilhões).

Por atividades econômicas, o cenário foi de estabilidade no trimestre, mas, no ano, as seguintes categorias mostraram aumento: 

  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 7,1%, ou mais R$ 124
  • Indústria: 4,3%, ou mais R$ 115
  • Construção: 7,8%, ou mais R$ 169
  • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 7,1%, ou mais R$ 161
  • Alojamento e alimentação: 8,2%, ou mais R$ 146
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 5,0%, ou mais R$ 193
  • Serviços domésticos: 6,5%, ou mais R$ 70

As categorias do emprego também se comportaram de maneira estável na comparação com o trimestre anterior. Frente ao trimestre de abril a junho de 2022, no entanto, foi observado crescimento em:

  • Empregado com carteira de trabalho assinada: 3,3%, ou mais R$ 87
  • Trabalhador doméstico: 6,5%, ou mais R$ 70
  • Empregado no setor público, inclusive servidor estatutário e militar: 4,1%, ou mais R$ 171
  • Empregador: 17,4%, ou mais R$ 1.108
  • Conta própria: 7,8%, ou mais R$ 169

“Na comparação trimestral, o crescimento da população ocupada não foi suficiente para, diante da estabilidade do rendimento, provocar aumento da massa. Já no ano temos um panorama em que tanto a população ocupada como o rendimento sobem, ou seja, mais pessoas trabalhando e com maiores remunerações”, conclui Adriana Berenguy, do IBGE.    

PNAD Contínua: entenda a pesquisa

A PNAD Contínua é apontada pelo IBGE como o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. 

Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

Como a pesquisa leva em conta também os resultados do trabalho informal e por conta própria, seus resultados nem sempre são iguais aos do Caged, que apresenta apenas os números do mercado formal, com os dados sobre os empregos por CLT. 

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