O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços dos Estados Unidos recuou para 51,7 em março, em relação aos 52,3 pontos de fevereiro. O resultado do PMI de serviços dos EUA permaneceu acima da marca de 50,0, o que sinaliza um aumento na atividade empresarial pelo 14° mês consecutivo.
O PMI composto, que agrega dados da indústria e de serviços, ficou em 52,1 em março. Em fevereiro, o resultado foi de 52,5 pontos.
O setor de serviços dos EUA permaneceu em território de crescimento no final do primeiro trimestre do ano, com a expansão na produção das empresas, além de novos negócios.
As companhias também seguiram aumentando as contratações, em um contexto de maior otimismo para os negócios no próximo ano, mostrou o PMI de serviços dos EUA.
Ainda assim, os custos de produção e os preços dos produtos aumentaram expressivamente em março, muitas vezes como resultado da alta dos salários. As respectivas taxas de inflação aceleraram para o maior patamar dos últimos seis e oito meses, ficando acima das médias do período pré-pandemia.

PMI de serviços dos EUA: com aumento de salários, preços têm alta
Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global, comentou que, combinado com uma aceleração do crescimento do setor industrial, os dados mais recentes do PMI de serviços dos EUA apontam para uma alta do PIB a uma taxa anualizada de aproximadamente 2% nos primeiros três meses do ano.
“A confiança nas perspectivas para o próximo ano também aumentou, o que deverá ajudar a sustentar um crescimento sólido no segundo trimestre“, avalia.
Ainda assim, Williamson alerta para uma recuperação acompanhada por novas pressões de alta sobre os preços, com o crescimento dos salários, principalmente, aumentando custos.
“O aumento dos preços das matérias-primas e dos combustíveis também eleva os encargos de custos, o que, por sua vez, aumenta os preços médios de venda de bens e serviços a uma taxa não vista desde julho do ano passado“, disse.
Tanto os fabricantes como os prestadores de serviços observam uma intensificação dos custos e preços de venda, o que provavelmente se refletirá em uma inflação mais elevada dos preços ao consumidor no curto prazo, segundo o chefe da pesquisa.






