O PMI Industrial dos EUA subiu para 49 pontos em julho ante 46,3 pontos em fevereiro. Segundo a pesquisa, o dado mensal ficou em linha com a projeção anteriormente divulgada, que era de 49,3 pontos. Embora tenha ficado abaixo de 50 pontos, que representa contração, a leitura do índice subiu para o terceiro mês consecutivo para sinalizar a deterioração mais lenta em condições operacionais.

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PMI Industrial dos EUA: entenda o índice
O PMI Industrial dos EUA é calculado mensalmente pela S&P Global a partir de entrevistas e dados coletados junto a executivos e gerentes de compras de 400 indústrias de todo o país.
A sigla PMI significa “Índice de Gerentes de Compras”, e a pesquisa é feita pela agência nas principais economias do mundo para medir o sentimento dos setores do mercado sobre o cenário macroeconômico.
Números acima de 50 pontos simbolizam queda da atividade econômica e pessimismo dos agentes sobre o cenário do setor; números maiores que 50 pontos mostram crescimento da atividade e otimismo do setor para ampliar a realização de investimentos.
PMI Industrial dos EUA: análise do índice
Segundo a S&P Global, os fabricantes apontam contração mensal nas novas encomendas e na demanda por pedidos como um todo. A redução nas vendas obrigou as empresas a reduzir suas compras de insumos, fazendo com que os estoques também caiam,
Apesar de uma queda acentuada nos atrasos, à medida que novos pedidos diminuíram, empresas expandiram o emprego em um ritmo mais rápido em meio, devido à maior confiança nas perspectivas de produção.
Com dados apurados antes da decisão do Fed de aumentar os juros para o intervalo entre 5,25% e 5,5% do ano, as empresas relataram que a pressão inflacionária persiste também com aumento nos custos das matérias-primas que não foram repassados aos preços de venda, a fim de manter a competitividade.
“O setor industrial segue como um empecilho para a economia dos EUA, mas os industriais estão claramente ignorando o temor de da recessão e projetando tempos melhores à frente”, afirmou Chris Williamson, economista-chefe de Negócios da S&P Global Market Intelligence.
PMI Industrial tem queda na zona do euro e na China
Se as condições parecem estar melhorando nos EUA, o mesmo não acontece em outras economias importantes mundo afora. Na zona do euro, o PMI Industrial segue em queda, chegando a 42,7 pontos em julho, o menor índice dos útlimos 38 meses, depois de cair a 43,4 pontos em junho.

“Volumes de produção, novos pedidos, empregos e atividade de compras caíram a taxas mais rápidas do que em junho. Excluindo os meses relacionados à pandemia de covid-19, as reduções observadas na produção industrial e na demanda por produtos da zona do euro são os mais graves desde a crise financeira global de 2008 e 2009”, afirma o relatório produzido pelo Banco Comercial de Hamburgo.
Nos níveis nacionais, a Alemanha, mais forte economia do bloco, também registrou seu índice mais baixo em 38 meses, com 38,8 pontos, enquanto a França teve 45,1 pontos. O único país que mostrou crescimento foi a Grécia, com 53,5 pontos, maior índice dos últimos 14 meses.
Na China, os números também registram queda na atividade industrial, com 49,2 pontos, ante 50,5 em junho. “As empresas sinalizaram uma queda marginal na produção em meio a uma nova queda no volume total de novos negócios. A fraca procura externa foi um fator chave que pesou nas vendas totais, com novos pedidos de exportação caindo visivelmente em julho”, diz o relatório.

Segundo os gestores chineses, as condições ruins levaram as empresas a reduzir suas atividades de compra e cortar ligeiramente os níveis de contratação. Ao mesmo tempo, as pressões de custo continuaram a diminuir e os preços médios de insumos caíram pelo quarto mês consecutivo, o que por sua vez sustentou uma redução adicional nos valores de vendas.
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