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PMI Industrial do Brasil aponta retração mais forte da atividade desde o início da pandemia

PMI Industrial do Brasil aponta retração mais forte da atividade desde o início da pandemia

O PMI Industrial do Brasil (Índice Gerente de Compras) recuou de 50,8 pontos em outubro para 44,3 pontos em novembro. Isso indica que a atividade entrou em contração pela primeira vez em nove meses. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (01) pelo S&P Global. Vale mencionar que a última vez que houve uma queda tão […]

O PMI Industrial do Brasil (Índice Gerente de Compras) recuou de 50,8 pontos em outubro para 44,3 pontos em novembro. Isso indica que a atividade entrou em contração pela primeira vez em nove meses. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (01) pelo S&P Global.

Vale mencionar que a última vez que houve uma queda tão acentuada foi durante o início das restrições sanitárias na primeira onda de covid-19 em março de 2020.

Para quem não acompanha mensalmente os dados do PMI da S&P Global, quando a pontuação fica abaixo dos 50 pontos, ele indica uma retração na atividade. 

Gráfico do PMI Industrial do Brasil
Fonte: S&P Global

Incerteza política e cenário internacional derrubam PMI Industrial do Brasil

O relatório informa que os fabricantes brasileiros apresentaram redução nos volumes de produção por conta das incertezas políticas. Além disso, a demanda por novos produtos também recuaram.

Os fabricantes e seus clientes estavam bastante apreensivos quanto às futuras políticas públicas e à possibilidade de impasse político em novembro, resultando nas contrações mais rápidas nos pedidos a fábricas e na produção desde a primeira onda da COVID-19 no início de 2020”, explica Pollyanna De Lima, Diretora Associada de Economia da S&P Global.

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O cenário internacional também contribuiu para a diminuição das vendas totais, com as exportações caindo no ritmo mais acentuado em dois anos e meio. 

A queda nas vendas globais foi exacerbada por uma queda substancial nas exportações à medida que as condições externas se deterioraram e os riscos de recessão aumentaram. Em particular, as empresas notaram uma demanda mais fraca da América Latina e dos EUA em novembro”, diz Lima.

Apesar das empresas estarem relativamente otimistas na questão da perspectiva de crescimento, os números da folha de pagamento e as compras de insumos foram reduzidos desde outubro. Assim, foram mantidas as reduções nos preços de insumos e custos de produção. 

A diretora do S&P Global ainda cita que o esfriamento da demanda ajudou na questão da inflação, visto que os fornecedores teriam até oferecido descontos para itens como metais e plásticos por conta das vendas de insumos estarem mais fracas e melhores níveis de estoque. 

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