O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria dos Estados Unidos, o PMI dos EUA, caiu para 47,9 em agosto, uma queda em relação aos 49,0 registrados em julho, apontando para uma desaceleração mais forte nas condições de operação dos fabricantes de bens nos EUA. Essa leitura ficou abaixo das expectativas do mercado, que previam uma queda para 47.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (01) pelo S&P Global.
A indústria manufatureira dos Estados Unidos tem registrado contração mensal desde novembro de 2022, com exceção de uma breve estabilização em abril. A leitura mais recente do PMI está em linha com a média durante esse período.
Quatro componentes do índice apresentaram contribuições negativas em agosto, com exceção do emprego, e quatro tiveram influências negativas em comparação com julho, com exceção dos prazos de entrega dos fornecedores.
Segundo o relatório do S&P Global, a deterioração geral das condições empresariais foi impulsionada por uma nova queda nas novas encomendas. A redução das novas encomendas foi atribuída a uma economia enfraquecida e à cautela dos clientes na celebração de novos contratos.
A taxa de declínio acelerou desde julho, registrando a segunda maior redução dos últimos seis meses. A demanda por bens produzidos nos EUA caiu 13 vezes nos últimos 15 meses. Além disso, as novas encomendas de exportação contraíram-se pelo décimo quinto mês consecutivo.
“Os fabricantes dos Estados Unidos relataram outro mês difícil no comércio em agosto. A produção voltou a cair após um breve alívio em julho, em meio a uma deterioração cada vez mais acentuada nos pedidos. Na verdade, os pedidos estão diminuindo mais rápido do que as fábricas estão reduzindo a produção, sugerindo que as empresas precisarão continuar reduzindo seus volumes de produção no futuro próximo”, explica Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global em nota.
Williamson ainda aponta que a pesquisa acrescenta evidências de que o impacto deflacionário da melhoria nas cadeias de suprimentos atingiu o pico, com os preços começando a subir novamente em agosto. Apesar disso, o economista relata que a demanda em queda está enfraquecendo a fixação de preços e mantendo as pressões inflacionárias no setor manufatureiro.
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E a zona do euro?

Além do PMI dos EUA, também saíram os números do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da zona do euro, divulgados pela S&P Global e Hamburg Commercial Bank.
Em agosto, o PMI avançou para 43,5, um aumento significativo em relação aos 42,7 registrados em julho. O número de agosto veio abaixo das expectativas do mercado, que esperava um PMI de 43,7.
Os dados revelam sinais de recuperação, mas ainda não motivo para otimismo.
O resultado ainda está bem abaixo da marca de 50, que separa a contração da expansão da atividade industrial, indicando que a economia da zona do euro continua em dificuldades.
Embora seja a máxima em três meses, o relatório ressalta que o PMI “segue sob pressão intensa”. Isso sugere que, embora haja algum alívio em relação aos meses anteriores, a economia ainda não se recuperou completamente dos impactos da pandemia e de outras incertezas econômicas.
O PMI da indústria da Alemanha, maior economia da zona do euro, também registrou uma melhora, subindo de 38,8 em julho para 39,1 na leitura final de agosto. No entanto, este resultado ainda é a segunda leitura mais fraca desde maio de 2020 e permanece abaixo da marca de 50, indicando que a atividade industrial alemã continua em contração.
Enquanto isso, o PMI industrial do Reino Unido apresentou um quadro menos otimista, caindo de 45,3 em julho para 43,0 na leitura final de agosto. Esse é o menor valor registrado em 39 meses, e o PMI continua abaixo da marca de 50, denotando uma contração na indústria britânica.
Embora o número tenha superado ligeiramente a previsão do mercado de 42,5, ele indica desafios contínuos para a economia do Reino Unido, incluindo questões relacionadas ao Brexit e à escassez de mão de obra.
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