A produção industrial cresceu em março na maioria das localidades investigadas pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), segundo os dados divulgados, nesta terça-feira (10), pelo IBGE. Conforme revela o levantamento, dos 15 locais pesquisados, nove registraram evolução.
Entre os estados que mais cresceram, São Paulo liderou a expansão, apresentando um avanço de 8,4% em março, o que evidencia um crescimento pelo segundo mês seguido e um acúmulo de 9,1% no período.
Em seguida, o Ceará também mostrou forte progresso, obtendo um salto de 3,4% em março. Da mesma forma que São Paulo, o estado registrou sua segunda alta consecutiva, acumulando aumento de 10% nos dois últimos meses pesquisados.

Os outros locais que avançaram na produção industrial em março foram:
- Mato Grosso: 2.8%
- Minas Gerais: 2,4%
- Rio de Janeiro: 2,1%
- Região Nordeste: 1,8%
- Paraná: 0,6%
- Amazonas: 0,3%
- Bahia: 0,1%
Bernardo de Almeida, analista da pesquisa, destaca que a “principal influência positiva veio de São Paulo, que teve impacto especialmente dos veículos automotores, máquinas e equipamentos e outros produtos químicos”.
De acordo com o pesquisador, esse “é o resultado mais intenso desde julho de 2020 (10,5%), quando a produção industrial do estado começava a compensar as perdas dos meses mais restritivos da pandemia”.
Por outro lado, as localidades que mais registraram queda na produção industrial foram: Santa Catarina (- 3.8%), Pará (-3,3%) e Espírito Santo (- 3%).
Os recuos em Santa Catarina e Pará interrompem períodos de altas na produção. Enquanto o estado do Sul acumulou salto de 3,6% nos dois meses anteriores, o estado do Norte marcou progresso de 23,2% em fevereiro.
Já no Espírito Santo, o resultado intensifica o decréscimo do mês anterior, que foi de 0,7%.
Crescimento ainda é tímido
A pesquisa revela que a expansão da produção industrial no Brasil ainda é tímida, uma vez que o indicador mostra um avanço de apenas 0,3% no mês.
Para Almeida, esse baixo crescimento deve-se a diversos fatores. “A produção nacional teve um crescimento tímido em março, por causa de fatores como a baixa massa de rendimento, a inflação elevada e o encarecimento das matérias-primas, que não permitem o aumento do ritmo”, explica.
Produção industrial cai no acumulado do ano
Apesar do crescimento na maioria das localidades, a produção industrial também registrou queda no acumulado do ano em nove dos 15 locais pesquisados. Segundo a pesquisa, os estados que mais tiveram perdas foram o Ceará (- 12,8%) e o Pará (- 12,2%).
O recuo no Ceará é decorrente da queda dos segmentos de artefatos de couro, confecção de roupas e máquinas, materiais e aparelhos elétricos e artigos para viagem. Já no Pará, a produção foi impactada pela contração das empresas de metalúrgica e extrativismo.
Em comparação com o mês de março de 2021, a produção industrial caiu 2,1%, registrando queda em sete dos 15 locais investigados.
Segundo o IBGE, Santa Catarina foi o estado que mais recuou no comparativo, mostrando um recuo de 9,8%. Essa queda foi provocada pelo comportamento negativo do segmento de equipamentos e máquinas.






