Home
Notícias
Economia
Petróleo sobe com temor de escalada do conflito no Oriente Médio

Petróleo sobe com temor de escalada do conflito no Oriente Médio

Brent avança 1% e WTI ganha 3% em meio a riscos de interrupção no abastecimento e queda dos estoques americanos

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (28), impulsionados pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio, por relatos de ataques a instalações estratégicas e pela incerteza sobre as negociações diplomáticas entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O Brent avançou US$ 1,44, alta de 1%, encerrando o pregão a US$ 115,32 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subiu US$ 2,88, ou 3%, para US$ 102,78. Com a valorização, o Brent voltou à zona de sobrecompra pela quarta vez em cinco dias.

Ataques elevam temores sobre a oferta

A tensão aumentou após as forças governamentais do Iêmen relatarem um ataque dos houthis ao aeroporto de Aden. O grupo, alinhado ao Irã, também afirmou ter atingido a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita com um míssil.

Publicidade
Publicidade

As autoridades sauditas não haviam confirmado o ataque à unidade, que tem capacidade para processar 550 mil barris por dia. A possibilidade de danos à infraestrutura energética regional ampliou as preocupações com eventuais restrições à oferta global.

Negociações diplomáticas seguem incertas

No campo diplomático, o Catar apresentou ao Irã uma nova proposta para encerrar a guerra envolvendo Estados Unidos e Israel, segundo uma autoridade familiarizada com as negociações. Teerã, entretanto, afirmou que as ideias apresentadas eram inaceitáveis e não constituíam uma oferta formal.

O ministro das Relações Exteriores iraniano declarou que o país continua disposto a dar uma oportunidade à diplomacia. Ele também mencionou a possibilidade de concluir em menos de uma semana o plano de sete dias proposto por Teerã, caso seja implementado.

Catar e Paquistão lideram os esforços de mediação para encerrar o conflito, que já dura oito meses e afeta o transporte marítimo internacional e o abastecimento de petróleo, além de ampliar as tensões na Arábia Saudita e no Iêmen.

Estoques americanos reforçam a alta

Outro fator de sustentação para as cotações foi a redução das reservas de petróleo nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Energia americano, os estoques comerciais recuaram 1,892 milhão de barris na semana passada, para 410,625 milhões de barris, queda superior à estimativa do mercado, de 100 mil barris.

A Reserva Estratégica de Petróleo também registrou redução de 100 mil barris, totalizando 282,583 milhões de barris.