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Petróleo hoje fecha em forte alta com Brent acima de US$ 114 e tensão em Ormuz

Petróleo hoje fecha em forte alta com Brent acima de US$ 114 e tensão em Ormuz

Commodity sobe forte com temor de interrupções em Ormuz, ameaças do Irã e risco crescente de escalada entre Teerã e EUA

O petróleo hoje (4) fechou em forte alta, com o mercado voltando a precificar riscos de interrupção no fluxo global da commodity diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções após novos episódios envolvendo embarcações na região e ameaças do Irã contra a operação marítima dos Estados Unidos.

O petróleo Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 5,8%, ou US$ 6,27, a US$ 114,44 por barril.

Já o petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 4,29%, ou US$ 4,48, a US$ 106,42 por barril.

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Petróleo hoje: Ormuz no centro

A alta foi impulsionada pela percepção de que a crise no Estreito de Ormuz pode se prolongar. A passagem marítima é considerada estratégica para o mercado de energia, e qualquer restrição mais duradoura ao tráfego de navios tende a pressionar os preços do petróleo.

O Irã afirmou que irá interceptar à força qualquer embarcação que viole suas normas marítimas e voltou a advertir os Estados Unidos a não entrarem na região. A reação ocorreu após Washington anunciar que passará a “guiar” navios retidos no estreito.

O presidente americano, Donald Trump, declarou que Teerã atacou apenas embarcações de países “não relacionados” à operação marítima dos EUA no Estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro da Coreia do Sul.

Analistas do Eurasia Group avaliam que o plano americano dificilmente elevará de forma relevante o volume de navegação pelo estreito no curto prazo. Para que isso ocorra, seria necessário o aval do Irã ou um reforço expressivo da presença naval na região.

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Risco de escalada

A tensão ganhou novo peso após países do Golfo elevarem o nível de alerta diante dos ataques iranianos aos Emirados Árabes Unidos. Abu Dhabi afirmou ter “pleno direito de responder”, aumentando a preocupação com uma reação regional mais ampla.

Phil Flynn, do Price Futures Group, alertou que, caso o Irã passe a disparar mísseis contra navios de guerra dos EUA, o conflito pode escalar rapidamente.