A Petrobras (PETR3; PETR4) estaria preparando um “novo pré-sal”. Isso porque a petroleira estaria fortalecendo seu Plano Estratégico 2023-2027, de forma a contemplar a campanha exploratório da Margem Equatorial, tratada pela empresa como uma nova fronteira petrolífera de porte semelhante à que foi descoberta e divulgada em 2007.
De acordo com matéria do Estadão, essa seria uma aposta da Petrobras em conseguir ampliar suas reservas de petróleo. Segundo a publicação, além da nova fronteira, a ideia é que o novo plano contemple ainda a modernização das refinarias – estratégicas para o refino do petróleo bruto e produção de derivados como a gasolina, diesel e gás liquefeito do petróleo (GLP), o popular gás de cozinha – e manter um olhar para a as energias limpas.
Com relação às refinarias, o plano estaria citando a produção de biocombustíveis com valor agregado mais elevado, como é o caso do bioquerosene de aviação. Também estaria em pauta, a descarbonização da produção e estudos para implementação de usinas eólicas offshore – que ainda não existem no Brasil.
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Petrobras (PETR3; PETR4) estaria prestes a iniciar perfuração em novembro
No fim de setembro, o portal Poder360 divulgou que a petroleira estaria pronta para começar a perfurar o primeiro poço da nova fronteira exploratória já no mês que vem, na costa do Amapá. Porém, ainda é necessário que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conceda seu aval à atividade.
A chamada margem equatorial inclui cinco bacias sedimentares. Estas se estendem em uma área geográfica da costa brasileira que vai do Amapá até o Rio Grande do Norte.
No litoral do estado potiguar, no entanto, a petroleira colocou à venda algumas participações na Bacia Potiguar – que está na Margem Equatorial. No começo de setembro foi divulgada o início da fase vinculante da venda de 40% de participação nas concessões exploratórias BM-POT-17, em que se desenvolve o Plano de Avaliação de Descoberta do poço Pitu (Blocos POT-M-853 e POT-M-855), e a Concessão POT-M-762_R15 (Bloco POT-M-762), localizadas em águas profundas na Bacia Potiguar.
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A Petrobras atualmente possui 100% de participação nessas concessões e continuará como operadora da parceria após a venda. Os Blocos POT-M-853 e POT-M-855 foram adquiridos na 7ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 2006. Atualmente, a Petrobras detém 100% de participação e conduz o Plano de Avaliação de Descoberta do poço Pitu, com compromisso firme de perfuração de um poço exploratório (poço Pitu Oeste) previsto para 2023.
Já o Bloco POT-M-762 foi arrematado na 15ª Rodada de Licitações da ANP em 2018 e a Petrobras detém 100% de participação. A Petrobras planeja perfurar o poço Anhangá (Oportunidade Exploratória Anhangá) entre 2023 e 2024.
Transição energética à vista
Com relação à questão as energias renováveis, a Petrobras havia informado durante o evento Rio Oil & Gas, um os principais congressos do setor de petróleo no Brasil, sua intenção de investir cerca de US$ 2,8 bilhões em iniciativas para redução de emissões de carbono em suas operações, nos próximos cinco anos, em linha com sua estratégia de viabilizar uma transição energética segura e inclusiva.
Desse total, um volume de US$ 248 milhões será destinado a um fundo de descarbonização especialmente criado pela companhia para desenvolver tecnologias e soluções de baixo carbono.
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