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PCE, indicador de inflação preferido pelo Fed, sobe 0,1%, abaixo da expectativa de 0,2%

PCE, indicador de inflação preferido pelo Fed, sobe 0,1%, abaixo da expectativa de 0,2%

O Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE), que é o indicador favorito do Federal Reserve (Fed) para acompanhar a inflação, subiu 0,1% em maio e 3,8% na base anual. Em valores nominais, a alta foi de US$ 18,9 bilhões.

A expectativa era por alta mensal de 0,2%. Em abril, a leitura foi de 0,6%.

O núcleo do PCE, que exclui os itens mais voláteis (alimentos e energia), teve alta de 0,3%, ante expectativa de 0,4%. Na comparação anual, a alta é de 4,6%, ante 4,7% esperados.

A renda pessoal teve alta de 0,4%, ante 0,3% esperado. Em valores nominais, a renda pessoal aumentou US$ 91,2 bilhões.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (30) pelo Bureau of Economic Analysis, do Departamento de Comércio dos EUA.

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gráfico PCE

Segundo relatório, o aumento na renda pessoal em dólares correntes em maio refletiu principalmente aumentos em remuneração, receitas de transferências pessoais correntes e receitas de renda pessoal sobre ativos.

O aumento da remuneração foi liderado por salários e salários privados. O aumento nas receitas de transferência foi liderado pelos pagamentos do programa Medicaid, de atendimento à saúde. 

O aumento nas receitas de renda pessoal sobre ativos foi liderado pela receita de juros pessoais.

O aumento de US$ 18,9 bilhões no PCE em dólar atual em maio refletiu um aumento de US$ 52 bilhões nos gastos com serviços que foi parcialmente compensado por uma redução de US$ 33,1 bilhões nos gastos com bens. 

Dentro dos serviços, os principais contribuintes para o aumento foram cuidados de saúde (liderados por serviços ambulatoriais), “outros” serviços (liderados por viagens internacionais) e serviços de transporte (liderados por transporte aéreo). 

Dentro dos bens, os gastos com veículos automotores e peças (liderados pelos novos caminhões leves) e gasolina e outros bens energéticos foram os que mais contribuíram para a queda. 

Inflação recua, mas pressão continua

Embora os dados desta sexta-feira mostrem que a inflação se move gradualmente na direção esperada, ela ainda está bem acima da meta de longo prazo de 2% do Federal Reserve.

O presidente do Fed, banco central americano, Jerome Powell, voltou a afirmar nesta semana que a meta provavelmente não será alcançado por alguns.

As autoridades do Fed optaram, na última reunião, por manter os juros no patamar entre 5% e 5,25%, mas indicando que esperam pelo menos mais dois aumentos de juros de 25 pontos-base antes do final do ano.

Tá, e aí?Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset

Segundo Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, a inflação veio praticamente em linha com o que se esperava.

Ele aponta com destaque um platô no núcleo do PCE na comparação anual. E uma desaceleração, ainda gradual, mas com melhora, na parte de serviços, que é a favorita do Fed.

Kautz reforça que a leitura da inflação ainda não está perto de 2%, e por isso o discurso mais duro do Federal Reseve (Fed) sobre juros. Para ele, pelo menos mais uma alta de juros de 25 pontos está garantida, podendo haver ainda mais um ajuste de mesma magnitude este ano.  

Ouça o áudio na íntegra:

Você leu sobre o Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE).

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