Militantes da Frente Povo Sem Medo ocuparam, nesta quinta-feira (3), o prédio Faria Lima 3500, sede do banco de investimento Itaú BBA, na zona sul de São Paulo. O ato teve como objetivo pressionar o Congresso Nacional a aprovar medidas que aumentem a taxação dos chamados “super-ricos” e promovam justiça tributária no país.
A manifestação ocorreu de forma pacífica, segundo os organizadores, e foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. No local, os manifestantes exibiam faixas com dizeres como “O povo não vai pagar a conta”, “Chega de mamata” e “Taxação dos super-ricos já!”. O grupo é ligado também ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e critica a atual estrutura tributária brasileira, que, segundo os ativistas, protege os mais ricos e penaliza os trabalhadores.
A escolha do edifício do Itaú BBA para a ação não foi por acaso. O imóvel, segundo o Brazil Journal, é o mais caro do Brasil, adquirido por R$ 1,5 bilhão em janeiro deste ano. “Os donos do Itaú, que compraram esse prédio por R$ 1,5 bilhão, pagam menos imposto que a maioria esmagadora do nosso povo, que luta para pagar aluguel e comer”, diz um trecho do comunicado divulgado pelo movimento nas redes sociais.
Manifestação dos “super-ricos”: mobilizaçãpo em defesa da reforma tributária
A ocupação é parte de uma mobilização nacional em defesa da reforma tributária com foco na inclusão dos milionários no Imposto de Renda e na ampliação do orçamento para políticas sociais. Os organizadores anunciaram que o ato desta quinta é apenas o início de uma série de manifestações, com destaque para o protesto marcado para o dia 10 de julho na Avenida Paulista, também em São Paulo.
A taxação dos super-ricos é uma das prioridades do governo Lula, que já enviou ao Congresso propostas para isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês. Durante a cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro em 2024, o Ministério da Fazenda também defendeu a criação de uma tributação sobre grandes fortunas, medida que vem ganhando força no debate público.
“O povo vai cobrar nas ruas. Já passou da hora de parar de cortar dos trabalhadores para proteger os interesses da elite”, afirmou um dos manifestantes durante o protesto.
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