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Lula veta desoneração da folha de pagamento até 2027

Lula veta desoneração da folha de pagamento até 2027

Desoneração da folha modifica a tributação para preservar geração de empregos e deve acabar em 31/12 se veto presidencial não for derrubado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente a prorrogação da desoneração da folha de pagamento até 2027 e a extensão do benefício a 17 setores da economia. O texto havia sido aprovado pelo Senado em 25 de outubro, após aprovação na Càmara, e era visto como uma dor de cabeça para o governo.

No veto, Lula diz que, “em que pese a boa intenção do legislador”, a proposição padece de vício de inconstitucionalidade e contraria o interesse público, já que cria renúncia de receita sem apresentar demonstrativo de impacto orçamentário-financeiro para o ano corrente e os dois anos seguintes,

A desoneração da folha é um mecanismo que permite às empresas dos setores beneficiados o pagamento de alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários. A permissão foi introduzida em 2011 para algumas áreas e o texto aprovado no Senado abrangia 17 setores:

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  • confecção e vestuário
  • calçados
  • construção civil
  • call centers
  • comunicação
  • empresas de construção e obras de infraestrutura
  • couro
  • fabricação de veículos e carroçarias
  • máquinas e equipamentos
  • proteína animal
  • indústria têxtil
  • tecnologia da informação
  • tecnologia de comunicação
  • projeto de circuitos integrados
  • transporte metroferroviário de passageiros
  • transporte rodoviário coletivo
  • transporte rodoviário de cargas.

O objetivo alegado pelo Congresso era preservar a geração de empregos e a atividade econômica. Com o veto, o benefício acaba em 31 de dezembro, a não ser que o veto seja derrubado. Para isso, é necessária maioria simples entre deputados e senadores, em votações realizadas de forma conjunta.

O Ministério da Fazenda previa um impacto de R$ 9 bilhões na previsão de arrecadação para 2024 com a aprovação do projeto. Durante a tramitação do projeto de lei, o ministro Fernando Haddad defendeu que o tema fosse discutido apenas na segunda fase da reforma tributária, que prevê a reformulação do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.  

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