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Lula comanda reunião de assinatura do Acordo de Mariana

Lula comanda reunião de assinatura do Acordo de Mariana

Lula antecipa retorno ao Planalto para liderar a assinatura do Acordo de Mariana, marcando reparações pela tragédia de 2015.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou sua volta ao Palácio do Planalto para esta sexta-feira (25), para participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Mariana.

O evento busca oficializar um compromisso de reparação pelos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. A tragédia deixou 19 mortos, devastou comunidades locais e poluiu o Rio Doce em Minas Gerais e parte do litoral norte do Espírito Santo.

O retorno de Lula ao Planalto, que estava previsto inicialmente para segunda-feira (28), foi antecipado, segundo anunciou a assessoria da Presidência da República. Lula, que vem cumprindo compromissos no Palácio da Alvorada após um acidente doméstico, realizou exames médicos na terça-feira (22) e repetirá os procedimentos antes da cerimônia desta sexta.

O acordo, que será formalizado com as mineradoras Vale (VALE3), Samarco e BHP (BHP), envolve uma proposta de R$ 167 bilhões, com R$ 130 bilhões em novos recursos. Essas tratativas foram conduzidas no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), em articulação com os governos federal, mineiro e capixaba.

Após a cerimônia, a expectativa é que o presidente permaneça em Brasília durante o fim de semana e celebre seu aniversário de 79 anos no domingo, 27 de outubro. Devido à idade, Lula, que faria campanha em São Paulo, não estará obrigado a votar no segundo turno das eleições municipais e decidiu não viajar para o estado.

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Acordo de Mariana: o que aconteceu na cidade?

A tragédia de Mariana aconteceu em 5 de novembro de 2015, quando a barragem de Fundão, operada pela mineradora Samarco (uma parceria entre Vale e BHP Billiton), rompeu, liberando cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração.

Esse volume de lama tóxica atingiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais, destruindo casas e obrigando centenas de pessoas a deixar suas comunidades. No total, 19 pessoas perderam a vida, enquanto muitas famílias viram suas propriedades e meios de subsistência completamente arrasados.

O desastre também teve um impacto ambiental profundo. A lama percorreu cerca de 650 quilômetros, atingindo o Rio Doce e seguindo até o litoral norte do Espírito Santo. No caminho, contaminou ecossistemas inteiros, exterminando diversas espécies de peixes e comprometendo a vegetação local. Esse dano ambiental afetou também as comunidades ribeirinhas e costeiras, que dependiam do rio e do mar para pesca e outras atividades de subsistência.

As mineradoras responsáveis, Vale, Samarco e BHP, foram pressionadas a reparar os danos causados. Desde então, têm sido realizadas negociações para estabelecer medidas de compensação e recuperação ambiental.

Em 2023, um novo acordo foi discutido, prevendo investimentos de cerca de R$ 167 bilhões em ações reparatórias.

Considerada um dos maiores desastres ambientais do Brasil, a tragédia de Mariana trouxe mudanças nas políticas de fiscalização e segurança de barragens, reforçando a necessidade de proteção e monitoramento desses empreendimentos para evitar novos desastres.

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