O Índice Geral de Preços – Mercado, o IGP-M, subiu 1,30% em novembro, o dado desacelerou em relação ao mês anterior, quando havia registrado alta de 1,52%. Com esse desempenho, o índice acumula alta de 5,55% no ano e de 6,33% nos últimos 12 meses. Em comparação ao mesmo período em 2023, o IGP-M havia apresentado aumento de 0,59% no mês e acumulava queda de 3,46% em 12 meses.
“Semelhante ao mês de outubro, a alta do IGP foi influenciada por commodities agropecuárias. No IPA, os principais destaques foram a carne bovina, o milho e a soja. Assim como ocorreu no IPA, nos preços ao consumidor, as carnes bovinas continuam sendo a principal influência. Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção registrou desaceleração mais intensa em materiais, equipamentos e serviços, contribuindo para menor pressão em novembro.” Essas informações foram detalhadas por Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
Em novembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou alta de 1,74%, uma variação ainda significativa, mas menor que os 1,94% registrados em outubro. Nos estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 1,25%, frente aos 1,36% do mês anterior. Esse recuo foi influenciado principalmente pelo subgrupo de alimentos processados, cuja taxa desacelerou de 4,38% para 3,34%. O índice de Bens Finais (ex), que exclui alimentos in natura e combustíveis, caiu de 1,88% para 1,50% no período.
O grupo Bens Intermediários avançou 0,22% em novembro, superando os 0,13% de outubro. O principal fator foi o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, que reduziu sua queda de -2,13% para -0,55%. Já o índice de Bens Intermediários (ex), excluindo este subgrupo, apresentou alta de 0,36%, menor que os 0,52% registrados no mês anterior.
As Matérias-Primas Brutas subiram 3,90% em novembro, desacelerando frente aos 4,59% de outubro. Esse comportamento foi puxado por itens como minério de ferro, laranja e leite in natura. Em contrapartida, houve aceleração em itens como bovinos, café em grão e milho em grão.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,07% em novembro, desacelerando em relação aos 0,42% de outubro. Das oito classes de despesa analisadas, seis apresentaram redução em suas taxas de variação, com destaque para:
- Habitação: de 1,35% para -0,93%, influenciada pela tarifa de eletricidade residencial de 5,51% para -4,57%
- Despesas Diversas: de 1,08% para 0,49%, impactada por serviços bancários de 1,22% para 0,05%
- Saúde e Cuidados Pessoais: de 0,35% para 0,16%, devido a artigos de higiene e cuidado pessoal de 0,53% para -0,44%
- Passagem aérea: de -0,11% para -1,92%
- Calçados: de 0,76% para 0,08%
- Mensalidade de TV por assinatura: de 1,06% para 0,00%
Em contrapartida, outros grupos mostraram avanço:
- Alimentação: de 0,13% para 1,01%, com destaque para as carnes bovinas de 3,10% para 6,10%
- Transportes: de -0,12% para 0,14%, impactados pela gasolina de -0,34% para 0,03%.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,44% em novembro, abaixo dos 0,67% registrados em outubro. Entre os componentes do índice, Materiais e Equipamentos desaceleraram de 0,72% para 0,40%, Serviços recuaram de 0,70% para 0,09%, e Mão de Obra passou de 0,60% para 0,54%.
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