O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) repetiu em novembro o índice de 0,52% registrado em outubro, dentro das expectativas do mercado. Com esse resultado, o índice acumula variação de -4,165% no ano e de -3,81% em 12 meses. Em novembro do ano passado, o índice havia caído 0,99% no mês e acumulava elevação de 5,55% em 12 meses. Os dados foram divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
André Braz, coordenador dos Índices de Preços da FGV, explicou que o índice foi puxado especialmente pela variação de preço nos produtos agropecuários.
“Apesar da estabilidade em sua taxa de variação, o índice ao produtor registrou avanço nos preços dos produtos agropecuários (de -1,41% para 0,65%) e desaceleração nos produtos industriais (de 1,34% para 0,58%). Na esfera agrícola, observou-se crescimento nas taxas de variação das lavouras temporárias (de -0,40% para 0,35%), lavouras permanentes (de -2,06% para 1,74%) e pecuária (de -3,13% para 0,90%). Esses movimentos explicam a aceleração da taxa no grupo Alimentação (de -0,61% para 0,40%) componente do Índice de Preços ao Consumidor”, diz o analista.
IGP-10: IPA varia 0,60%
Dentro da composição do IGP-10, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,60% em novembro, praticamente estável em relação ao aumento de 0,61% no mês anterior. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de -0,04% em outubro para 0,13% em novembro. A principal contribuição para o resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,20% para 0,81%.
O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,27% em novembro. No mês anterior, a taxa havia subido 0,36%. A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 0,99% em outubro para 0,97% em novembro. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 4,32% para 2,62%.

O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,65% em novembro, ante 0,37%, no mês anterior. O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 0,84% em outubro para 0,65% em novembro. As principais contribuições para o recuo da taxa do grupo partiram dos seguintes itens: minério de ferro (7,31% para 0,82%), cana-de-açúcar (2,48% para 0,23%) e arroz em casca 1 (5,88% para 2,35%). Em sentido ascendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos seguintes itens: bovinos (-0,16% para 6,34%), mandioca/aipim (-5,38% para 5,50%) e café em grão (-1,48% para 3,57%).
IPC sobe 0,39%
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,39% em novembro, acelerando em relação a outubro, quando a alta foi de 0,25%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Alimentação (-0,61% para 0,40%), Educação, Leitura e Recreação (2,10% para 2,93%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,02% para 0,44%), Vestuário (0,04% para 0,22%) e Despesas Diversas (0,00% para 0,13%).
As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: hortaliças e legumes (-3,23% para 4,51%), passagem aérea (13,96% para 17,37%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,77% para 0,77%), tecidos e armarinho (-0,08% para 0,36%) e alimentos para animais domésticos (-0,12% para 1,41%).
Em contrapartida, os grupos Transportes (0,44% para -0,21%), Habitação (0,39% para -0,06%) e Comunicação (0,09% para -0,06%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: gasolina (0,89% para -1,48%), aluguel residencial (1,23% para -0,96%) e tarifa de telefone residencial (0,00% para -0,44%).
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,18% em novembro, desacelerando na comparação com a taxa de 0,36% em outubro. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de outubro para novembro: Materiais e Equipamentos (0,25% para 0,00%), Serviços (0,88% para 0,23%) e Mão de Obra (0,43% para 0,42%).
O que é o IGP-10?
O IGP-10 é a média aritmética ponderada de três índices de preços: IPA, IPC e INCC, e revela as fontes de pressão inflacionária e a evolução dos preços de produtos e serviços mais relevantes para produtor, consumidor e construção civil.
A composição é feita da seguinte forma:
- 60% – Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA);
- 30% – Índice de Preços ao Consumidor (IPC);
- 10% – Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).
As pesquisas são feitas em sete capitais: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, e os números do IGP-10 foram comparados os preços coletados no período de 11 de outubro a 10 de novembro (período de referência) com os preços coletados no período de 11 de setembro a 10 de outubro (período base).






