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Governo britânico admite Reino Unido em recessão em 2023

Governo britânico admite Reino Unido em recessão em 2023

O governo britânico já trabalha com a informação do Reino Unido em recessão no ano que vem, com previsão de queda do PIB em 1,4%. As informações foram dadas pelo ministro das Finanças, Jeremy Hunt, nesta quinta-feira (17), em discurso no Parlamento britânico.

Ele citou as últimas projeções do Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR), que revisou suas expectativas para a queda, depois de ter publicado em março uma previsão de alta de 1,8% no PIB para o ano que vem.

A economia britânica segue sob forte pressão da inflação, com índices acima de 11% ao ano, ainda afetada por fatores externos, como a guerra na Ucrânia e a volatilidade de preços de commodities, especialmente no setor de energia, e também pela instabilidade política local, após o breve mandato de Liz Truss como primeira-ministra, substituída por Rishi Sunak no mês passado.

As previsões são de que o PIB britânico volte a crescer, com alta de 1,3% em 2024 e 2,6% em 2025, disse Hunt. Para o ano que vem, a atividade econômica deve ainda ser impactada pela alta de juros promovida pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla de “Bank of England”), que cumpre as funções de banco central no país.

Em sua fala, inclusive, Jeremy Hunt fez questão de elogiar o “excepcional trabalho” realizado pelo BoE na tentativa de controle da inflação, dizendo que a política monetária do banco deve andar “lado a lado” com medidas fiscais que serão adotadas pelo governo.

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Reino Unido promete endurecer impostos

Entre as medidas fiscais anunciadas por Jeremy Hunt ao parlamento britânico estão o o aumento de um imposto sobre as empresas de petróleo e gás que se estenderá às empresas de geração de energia, enquanto o país busca arrecadar dinheiro para tapar um grande buraco nas finanças públicas.

Hunt disse que a taxa seria elevada de 25% para 35%. Também se aplicaria a geradores de eletricidade com uma taxa de 45% aplicada a partir de 1º de janeiro.

A alta dos preços do petróleo e do gás após a invasão da Rússia à Ucrânia elevou as contas de energia domésticas a níveis recordes e provocou a pior crise inflacionária no país nas últimas décadas.

O primeiro-ministro informou ainda que o governo planeja reduzir o consumo de energia da indústria em 15% até 2030, além de investir 6,6 bilhões de libras em eficiência energética para atingir os objetivos.

O governo também deve congelar as deduções do imposto de renda até 2028 e deflacionar a tabela de faixas, incluindo pessoas com salário acima de 125.140 libras anuais na faixa máxima, de 45% – hoje esse limite é de 150 mil libras. O tema é delicado e foi um dos fatores a desestabilizar o breve governo de Liz Truss.

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Manutenção de subsídios

O aumento de impostos vai ajudar o governo a manter uma série de subsídios para os gastos de energia, em valores estimados em 55 bilhões de libras somente até o fim do inverno no Hemisfério Norte, em março.

Além disso, Hunt prometeu elevar o salário mínimo para 10,42 libras/hora a partir do ano que vem, e anunciou a retirada de tarifas de importação de mais de 100 produtos.

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