O mercado financeiro voltou a reduzir as projeções de inflação para 2026. A mediana das estimativas para o IPCA caiu de 5,16% para 5,15% no boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central — a terceira semana consecutiva de recuo. Há um mês, a expectativa estava em 5,33%.
O movimento foi ainda mais nítido no IGP-M: a projeção para o índice em 2026 cedeu de 5,61% para 5,55%, também na terceira semana seguida de queda, depois de rondar 6,15% quatro semanas atrás. Para julho, a estimativa do indicador despencou de 0,12% para 0,05%.
No IPCA de curto prazo, os economistas consultados pelo Banco Central esperam alta de 0,26% em julho, deflação de 0,10% em agosto — palpite que vem sendo reduzido há seis semanas — e avanço de 0,49% em setembro. A inflação suavizada em 12 meses à frente, contudo, subiu de 4,16% para 4,18%.
Apesar do alívio, o IPCA projetado para 2026 segue acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para os anos seguintes, as medianas indicam 4,20% em 2027, 3,78% em 2028 — leve alta ante os 3,70% da semana anterior — e 3,50% em 2029.
Selic parada em 14% e PIB a 1,99%
Nos juros, nada mudou: a Selic é vista em 14% ao ano no fim de 2026, recuando para 12% em 2027, 10,5% em 2028 e 10% em 2029. O crescimento do PIB deste ano segue estimado em 1,99%, desacelerando para 1,65% em 2027, enquanto o câmbio é projetado em R$ 5,20 por dólar no fim deste ano e em R$ 5,28 no próximo.
No setor externo, a única revisão relevante veio do investimento direto no país, cuja projeção para 2026 subiu de US$ 76 bilhões para US$ 77,2 bilhões, com a balança comercial estável em superávit de US$ 76,2 bilhões.






