O relatório Focus do Banco Central, divulgado nesta quinta-feira (3), trouxe revisões para baixo nas projeções de inflação para 2026. O IPCA recuou de 5,33% para 5,30%, enquanto o IGP-M caiu de 6,15% para 5,68%, a queda mais expressiva do relatório. A Selic seguiu estável em 14% ao ano, sem alteração na mediana.
O PIB de 2026 ficou em 1,99%, sem variação na semana, com 114 respondentes. O câmbio também permaneceu em R$ 5,20 por dólar. Para 2027, o mercado projeta PIB de 1,69%, leve alta de um ponto-base, e IPCA de 4,18%, com sete semanas consecutivas de alta, sinalizando que as expectativas de médio prazo seguem pressionadas.
Projeções de inflação recuam, mas seguem acima da meta
O IPCA de 2026 em 5,30% ainda está acima do teto da meta de 4,5%, e o mercado projeta convergência lenta: 3,70% em 2028 e 3,50% em 2029. A inflação suavizada em 12 meses recuou de 4,14% para 4,10%, enquanto o IGP-M para julho está em 0,15%, com três semanas consecutivas de queda.
Para agosto, o IPCA está projetado em -0,03%, quarta semana consecutiva de recuo na estimativa mensal. O câmbio para agosto subiu levemente, para R$ 5,15 por dólar, com quatro semanas de alta. A Selic para agosto permanece em 14% ao ano, estável por nove semanas consecutivas.
Dívida pública e resultado nominal seguem pressionados
A dívida líquida do setor público para 2026 subiu marginalmente para 69,84% do PIB, segunda semana de alta. O resultado nominal projetado para 2026 piorou para -8,70% do PIB, enquanto o déficit primário segue em -0,50% do PIB por 20 semanas sem alteração. Para 2027, a dívida líquida recuou levemente para 73,40% do PIB, e o resultado nominal foi revisado para -8,10%.
O investimento direto no país para 2026 subiu para US$ 76 bilhões, único indicador externo com melhora na semana. A conta corrente ficou em -US$ 60 bilhões para 2026, com leve alta, e a balança comercial permaneceu estável em US$ 76,20 bilhões. O relatório foi elaborado com base em 147 respondentes para Selic, 146 para IPCA e 114 para PIB.






