O Federal Reserve subiu o juro em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16), para a faixa de 3,75% a 4%, e sinalizou que o aperto não acabou. A mediana das projeções dos dirigentes coloca a taxa em 4,1% no fim de 2026, o que implica mais uma alta de igual tamanho antes da virada do ano.
O gráfico de pontos mostra onde está o consenso. Dos 18 participantes, 12 projetam a taxa em 4,1% no fim deste ano, quatro veem 4,4% e apenas dois trabalham com 3,9%, ou seja, com a manutenção do patamar decidido hoje.
A revisão foi bem mais dura do que a de junho em todo o horizonte. Para 2027, a mediana saltou de 3,6% para 4,1%, meio ponto percentual de diferença em três meses. Para 2028, passou de 3,4% para 3,9%, e para 2029, de 3,1% para 3,6%.

Inflação empurra a taxa para cima
O motivo aparece nas projeções de preços. O índice PCE, medida preferida do banco central americano, foi revisado de 3,6% para 3,7% em 2026, e o núcleo, que exclui alimentos e energia, subiu de 3,3% para 3,4%.
A convergência também ficou mais lenta. Só em 2029 a inflação cheia volta à meta de 2%, e o núcleo chega lá no mesmo ano, depois de passar por 2,5% em 2027 e 2,2% em 2028.
Entre os dirigentes, a leitura de risco é praticamente unânime: quase todos classificam os riscos para a inflação como inclinados para cima, e a incerteza em torno das próprias projeções foi avaliada como maior do que a média das duas últimas décadas.
Economia mais forte do que o previsto
Do lado da atividade, o quadro melhorou e ajuda a explicar a mão pesada nos juros. O desemprego projetado para 2026 caiu de 4,3% para 4,1%, mesmo patamar esperado para 2027, 2028 e 2029. O PIB foi revisado para cima em todos os anos, com 2,3% neste ano e 2,4% no próximo, acima do crescimento de longo prazo estimado em 2%.
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